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Acidentes de moto voltam a lotar emergência do HEAT em São Gonçalo

Hospital registrou 48 atendimentos em uma noite; sete vítimas eram menores de idade e centro de trauma opera acima da capacidade

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Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres voltou a registrar superlotação por acidentes de moto em São Gonçalo. Foto: Divulgação

SÃO GONÇALO – Os acidentes envolvendo motocicletas voltaram a sobrecarregar a emergência e o Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo, na noite deste sábado e na madrugada de domingo. Somente nesse período, a unidade registrou 48 ocorrências relacionadas a quedas e colisões com motos.

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Entre os casos atendidos está o de um jovem de 25 anos, que havia passado por uma cirurgia ortopédica no próprio hospital há cerca de dois meses e ainda estava em fase de recuperação. O novo acidente comprometeu completamente o procedimento anterior.

— O paciente destruiu toda a cirurgia que realizamos e ainda sofreu novas fraturas. Um custo de quase R$ 80 mil foi perdido. Ele precisará passar por nova cirurgia, terá sequelas graves e necessitará de acompanhamento médico e fisioterapia por um longo período — explicou o coordenador da Ortopedia do HEAT, Carlos Neves.

Entre os feridos, sete eram menores de idade que, segundo testemunhas, conduziam as motocicletas no momento dos acidentes. Eles apresentaram fraturas graves, incluindo lesões no fêmur, braços e bacia.

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Mesmo após a madrugada intensa, o fluxo de atendimentos continuou elevado. Das 7h ao meio-dia deste domingo, outras 12 vítimas de acidentes com motocicletas deram entrada na unidade, reforçando o cenário de superlotação.

O coordenador do Centro de Trauma do HEAT, Marcelo Pessoa, alerta para a dimensão do problema e defende a adoção de políticas públicas mais rigorosas para reduzir o número de acidentes. Segundo ele, cerca de 80% dos pacientes atendidos e internados no hospital são vítimas desse tipo de ocorrência.

— Nossa unidade está atendendo acima da capacidade. Os pacientes são cada vez mais jovens e chegam com sequelas cada vez mais graves. Em um dia, operamos 20 pessoas, mas outras 20 dão entrada no mesmo período. Precisamos buscar mecanismos eficazes para frear essas ocorrências — afirmou o cirurgião.

O Hospital Estadual Alberto Torres é referência no atendimento de média e alta complexidade no Estado do Rio de Janeiro. Seu Centro de Trauma é o único do país que reúne, em um mesmo local, todos os serviços necessários para o atendimento integral de pacientes traumatizados.

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