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Brasil está entre os dez países mais violentos do mundo, aponta índice internacional

Levantamento da Acled coloca o país na sétima posição em ranking global que avalia intensidade de conflitos e violência política.

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Brasil aparece na 7ª posição em ranking global que avalia a intensidade da violência e dos conflitos armados no mundo.

O Brasil está entre os dez países mais violentos do mundo, de acordo com o Índice de Conflito da organização internacional Armed Conflict Location & Event Data (Acled), divulgado na última quinta-feira (11). O país ocupa a sétima posição no ranking global, que analisa a intensidade de conflitos e episódios de violência política em todo o planeta.

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A Acled é uma instituição independente e sem fins lucrativos que monitora, avalia e mapeia dados sobre conflitos armados, violência contra civis e protestos. A organização recebe apoio financeiro do Fundo de Análise de Riscos Complexos da Organização das Nações Unidas (ONU).

O índice avalia a situação de cada país com base em quatro indicadores principais:

  • Letalidade dos conflitos

  • Perigo para civis

  • Difusão geográfica da violência

  • Número de grupos armados ativos

Os dados utilizados no levantamento foram coletados entre 1º de dezembro de 2024 e 28 de novembro de 2025, em mais de 240 países e territórios, com monitoramento quase em tempo real.

Os dez países mais violentos do mundo

  1. Palestina

  2. Mianmar

  3. Síria

  4. México

  5. Nigéria

  6. Equador

  7. Brasil

  8. Haiti

  9. Sudão

  10. Paquistão

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O estudo analisou as 50 nações com os níveis de violência mais severos, classificando os cenários como extremos, de alta intensidade ou turbulentos.

O Brasil aparece no ranking com um conflito classificado como extremo, ficando à frente até mesmo da Ucrânia, que enfrenta uma guerra em larga escala contra a Rússia desde 2022.

Segundo a Acled, nos últimos 12 meses, o país registrou 9.903 eventos de violência política, termo usado pela instituição para definir o uso da força por grupos com motivações políticas, sociais, territoriais ou ideológicas, incluindo violência contra civis e repressão excessiva a manifestações.

Apesar do cenário negativo, o Brasil caiu uma posição em relação ao levantamento anterior. A organização aponta que a violência de gangues e facções criminosas segue como um dos principais fatores de instabilidade no país.

A mesma dinâmica é observada em outros países da região. O Equador, por exemplo, subiu 36 posições em apenas um ano, impulsionado pela atuação de mais de 50 grupos armados, incluindo quase 40 gangues.

“Mais da metade dessas gangues esteve envolvida em mais de 2,5 mil ataques contra civis”, destacou a Acled.

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O México e o Haiti também aparecem entre os países mais afetados, com conflitos associados ao crime organizado e à fragilidade institucional.

No topo do ranking, a Palestina aparece como o território mais violento do mundo. Segundo a Acled, praticamente toda a população foi exposta à violência, com altos níveis registrados em cerca de 70% da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.

Em termos de letalidade, a região fica atrás apenas da Ucrânia e do Sudão. Logo depois aparecem Mianmar, Síria, México e Nigéria.

No total, os conflitos globais se mantiveram em níveis relativamente estáveis, com 204.605 eventos violentos registrados no período analisado, contra 208.219 no levantamento anterior. Esses episódios resultaram, segundo estimativa conservadora da Acled, em mais de 240 mil mortes.

A Acled também divulgou uma lista de dez países e regiões que devem enfrentar conflitos armados, instabilidade política e emergências humanitárias em 2026. Entre elas está a América Latina e o Caribe, onde, segundo a organização, a pressão dos Estados Unidos pode contribuir para uma maior militarização da segurança pública e para o aumento da violência nos próximos anos.

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