Polícia

Ex-subsecretário e ex-candidato a vice de Niterói é considerado foragido por planejar furto em hotel de luxo

De acordo com as investigações, comparsa de Alexandre Ceotto fingiu ser careca para entrar em apart-hotel

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Ex-subsecretário Alexandre Ceotto - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro já considera foragido o empresário e ex-subsecretário Alexandre Ceotto, acusado de ser o mentor de um furto cinematográfico em um apart-hotel de Niterói, na Região Metropolitana. O crime, ocorrido em fevereiro deste ano, foi executado por um advogado que usava uma máscara realista de silicone para não ser reconhecido.

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O mandado de prisão contra Ceotto foi expedido pela Justiça na manhã desta terça-feira (13), a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), após novas provas indicarem tentativa de intimidação à vítima. Mesmo com diligências durante todo o dia, ele não havia sido localizado até o início da noite.

Segundo os investigadores, o empresário — que já havia sido alvo de busca e apreensão — foi pessoalmente ao local de trabalho da vítima dias atrás, o que motivou a solicitação de sua prisão preventiva. O MP argumenta que, solto, Ceotto representa ameaça direta à integridade e ao bem-estar da vítima.

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As investigações revelam que Ceotto foi o autor intelectual do furto ocorrido no dia 7 de fevereiro. As câmeras de segurança do apart-hotel registraram o advogado criminalista Luís Maurício Martins Galda — apontado como executor da ação — usando terno, luvas e uma máscara de silicone que simulava o rosto de um homem calvo. Ele permaneceu com um celular no ouvido durante quase toda a ação, sugerindo que seguia instruções em tempo real.

O advogado invadiu o imóvel por uma área de acesso restrito a funcionários e arrombou a porta com força física. A operação durou cerca de 18 minutos e resultou no roubo de oito relógios avaliados em cerca de R$ 80 mil. Durante o depoimento à polícia, Galda apontou Alexandre Ceotto como o responsável pelo planejamento da ação, inclusive pela entrega da planta do apartamento e da rotina da vítima.

Nesta terça-feira, agentes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca em dois endereços ligados ao empresário: o apartamento onde ele reside e a casa de sua mãe. Computadores e celulares foram apreendidos.

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Com passagem por diversas esferas do poder público, Ceotto já atuou como subsecretário de Relacionamento Institucional no governo Witzel, assessor parlamentar do deputado estadual Rodrigo Amorim, e diretor do Instituto Rio Metrópole até novembro de 2023. Em 2020, foi candidato a vice-prefeito de Niterói pelo PSL, e estava filiado ao partido NOVO até agosto de 2024.

A defesa de Luís Maurício Galda informou que ele colabora com as investigações e continuará à disposição da Justiça. Já a defesa de Ceotto não se pronunciou até o momento.

A polícia segue em busca do empresário, que agora é oficialmente considerado foragido.

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