Polícia
Família de São Gonçalo acusa hospital de Niterói de negligência após morte de bebê
Gestante de São Gonçalo perdeu o filho aos sete meses de gravidez após dias de internação no Hospital Azevedo Lima

família de Ana Carolyna Medeiros de Carvalho, de 20 anos, moradora do bairro Itaúna, em São Gonçalo, acusa o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), em Niterói, de negligência médica após a morte do bebê que a jovem esperava. A gestante estava com 31 semanas de gravidez, cerca de sete meses e meio.
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Segundo os familiares, Ana Carolyna deu entrada na maternidade no dia 2 de janeiro com a bolsa rompida e perda intensa de líquido amniótico, mas ficou por horas aguardando atendimento na recepção. A internação formal, conforme relato, só ocorreu quase no final da manhã.
Condutas divergentes e agravamento do quadro
Após a internação, a gestante foi encaminhada ao setor de pré-parto, onde passou por ultrassonografia, toque médico e exames clínicos. Os profissionais confirmaram que se tratava de um bebê prematuro, iniciaram medicação intravenosa e mantiveram a paciente em observação. No entanto, a perda de líquido continuou nos dias seguintes.
No dia 3 de janeiro, um médico plantonista avaliou que Ana Carolyna apresentava risco à gestação, indicando dieta zero e realização de cesariana. De acordo com a família, a conduta não teria sido mantida pelo profissional do plantão seguinte, que descartou a cirurgia. Nos quatro dias seguintes, a jovem permaneceu apenas em observação, sem medidas consideradas efetivas pelos familiares.
No dia 5 de janeiro, a família solicitou novos exames. Inicialmente, uma médica teria se recusado a realizar a avaliação, mas outro profissional acabou solicitando uma ultrassonografia, que confirmou a morte do bebê.
Mesmo após a constatação do óbito fetal, a família afirma que a cesariana não foi realizada. Ana Carolyna entrou em trabalho de parto espontâneo na madrugada de terça-feira (6) e deu à luz sem medicação e sem acompanhamento médico, conforme relatado.
Luto e saída voluntária da unidade
De acordo com Ana Cristina Peixoto do Nascimento, nora da gestante, a jovem enfrenta um luto profundo. O bebê se chamaria Ezequiel Medeiros de Carvalho, e toda a preparação da família para a chegada da criança foi interrompida de forma traumática.
Ainda segundo os relatos, Ana Carolyna decidiu deixar o hospital por vontade própria na manhã de quinta-feira (8), após não conseguir atendimento com o médico plantonista.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que a paciente foi internada em 2 de janeiro com quadro de perda de líquidos, na 30ª semana de gestação. Em casos como esse, é indicado acompanhamento conservador para possibilitar a maturação pulmonar fetal. A gestante foi acompanhada diariamente por equipe multidisciplinar e realizou exames clínicos e ultrassonografia com dopplerfluxometria em 01/03, que apresentou perfil hemodinâmico fetal normal. Em 05/01, recebi visita médica com ausculta de batimentos cardíacos fetais normais. À tarde a paciente realizou novo exame de ultrassonografia obstétrica com laudo de óbito fetal. Foi encaminhada para o Centro Obstétrico, ficando em acompanhamento pela equipe multiprofissional, evoluindo espontaneamente para parto normal.
Ainda segundo a direção da uniadde de saúde, o protocolo para interrupção da gestação em casos de perda de líquido é de 34 semanas, com exceção de casos de infecção intrauterina. A paciente Ana Carolyna apresentou exames que não evidenciavam infecção, sendo a conduta conservadora preferencial nestas situações devido à prematuridade fetal.
A Fundação Saúde, gestora do Heal, vai apurar os fatos de forma detalhada e reiterar o respeito absoluto às boas práticas obstétricas e aos direitos das gestantes.
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