Política

STJ mantém condenação de Nikolas Ferreira por transfobia

Ao analisar o recurso apresentado pela defesa de Nikolas Ferreira, a ministra do STJ decidiu manter a sentença da instância inferior. Segundo Gallotti,

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Nikolas Ferreira Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A ministra Maria Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta terça-feira (10) um recurso do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e manteve a condenação do parlamentar ao pagamento de R$ 30 mil por danos morais à deputada federal Duda Salabert (PDT-MG). A decisão diz respeito a declarações feitas por Nikolas em 2020, quando ambos ainda ocupavam cargos de vereadores em Belo Horizonte (MG).

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Na ocasião, Nikolas Ferreira declarou, em entrevista, que não reconhecia Duda Salabert como uma mulher transexual. “É biologia. Eu não estou falando algo que eu acho. Ele é um homem”, afirmou o então vereador.

As declarações motivaram uma ação judicial movida por Duda Salabert, que resultou na condenação de Nikolas por transfobia. A Justiça de Minas Gerais considerou ofensiva a fala do parlamentar e determinou o pagamento de indenização à deputada.

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Ao analisar o recurso apresentado pela defesa de Nikolas Ferreira, a ministra do STJ decidiu manter a sentença da instância inferior. Segundo Gallotti, a Corte só revisa valores de indenizações quando estes são claramente desproporcionais — o que, em sua avaliação, não se aplica ao caso.

“É cediço no STJ que o valor estabelecido pelas instâncias ordinárias a título de indenização por danos morais pode ser revisto tão somente nas hipóteses em que a condenação se revelar irrisória ou exorbitante, distanciando-se dos padrões de proporcionalidade e razoabilidade, o que, a meu ver, não é o caso dos autos”, afirmou a ministra.

Com a decisão, permanece válida a condenação que obriga Nikolas Ferreira a indenizar Duda Salabert em R$ 30 mil por danos morais.

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