Saúde

Pesquisa científica identifica novo subgênero de coronavírus em morcegos no Brasil

Pesquisa liderada pela Fiocruz Pernambuco encontrou ambecovírus em amostras analisadas com tecnologia de ponta

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Pesquisa da Fiocruz identificou diversidade viral em morcegos por meio de técnicas avançadas de análise genética. Foto: Fiocruz Pernambuco

BRASIL – Um estudo científico identificou a presença de um grupo de vírus chamado ambecovírus em morcegos da região neotropical, que abrange áreas do México até o norte da Argentina. Entre os animais analisados, 19 morcegos testaram positivo para o vírus, segundo os resultados da pesquisa.

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As amostras foram examinadas por meio de técnicas de metatranscriptômica, uma metodologia avançada que permite identificar e caracterizar todos os vírus presentes em uma amostra biológica, inclusive aqueles ainda desconhecidos pela ciência. O trabalho também contou com análises de bioinformática de alta complexidade, fundamentais para o sequenciamento e estudo dos genomas virais.

A pesquisa foi liderada pelo cientista Gabriel Wallau, da Fiocruz Pernambuco, e envolveu profissionais dos departamentos de Virologia, Entomologia e do Núcleo de Bioinformática, além de especialistas em morcegos do Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O estudo também teve colaboração internacional do Bernhard Nocht Institute for Tropical Medicine, da Alemanha.

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Segundo Wallau, a descoberta não representa risco imediato à população.
— A descoberta não é motivo para pânico. Ela evidencia que a diversidade viral em hospedeiros da região neotropical ainda é, em grande parte, desconhecida. Isso reforça a necessidade de uma abordagem sistemática para a exploração e análise do viroma dos morcegos — explicou o pesquisador.

O cientista destaca ainda que nem todos os vírus identificados em animais têm potencial de causar doenças em humanos. Para isso, são necessários estudos específicos que avaliem a capacidade de transmissão entre espécies.

— Um passo fundamental é analisar o potencial de transmissão entre animais e humanos, o que é feito por meio de testes in vitro. A pandemia de Covid-19 reforçou a importância desse tipo de pesquisa preventiva — concluiu Wallau.

Os pesquisadores ressaltam que estudos como esse são essenciais para ampliar o conhecimento científico, fortalecer a vigilância em saúde e antecipar possíveis riscos futuros, sempre com base em evidências e critérios técnicos rigorosos.

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