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Policial militar é condenado a 14 anos por matar pintor em pagode

Cabo da Polícia Militar foi condenado por homicídio qualificado pela morte de Jorge Mauro Ruas de Paiva, de 51 anos, durante uma festa em Comendador Soares, na Baixada Fluminense.

Policial militar é condenado a 14 anos por matar pintor em pagode
Policial militar Vinicius Rodrigues Pacheco foi condenado a 14 anos de prisão pela morte do pintor Jorge Mauro Ruas de Paiva, durante um pagode em Nova Iguaçu, em maio de 2025. Foto: Reprodução. Foto: Reprodução

Um policial militar foi condenado a 14 anos de prisão, em regime fechado, pela morte do pintor Jorge Mauro Ruas de Paiva, de 51 anos, durante um pagode em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A decisão foi tomada na segunda-feira (26), durante julgamento na 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. O cabo da Polícia Militar Vinicius Rodrigues Pacheco, conhecido como Lico, foi condenado por homicídio qualificado.

O crime aconteceu em 10 de maio de 2025, durante uma festa em um bar no bairro Comendador Soares. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o policial se aproxima da vítima e dispara contra ela. Segundo as informações publicadas sobre o julgamento, Jorge morreu no local.

A investigação ficou a cargo da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). O caso teve repercussão após a divulgação das imagens do assassinato, ocorrido em um estabelecimento movimentado durante o evento.

Policial militar é condenado a 14 anos de prisão

A condenação foi definida pela 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. O policial recebeu pena de 14 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado do pintor.

O julgamento ocorreu mais de um ano depois do crime, que aconteceu em maio de 2025. A decisão representa um novo desdobramento judicial de um caso investigado pela Polícia Civil e registrado por câmeras de segurança.

Vinicius Rodrigues Pacheco era cabo da Polícia Militar e atuava em uma unidade da corporação na região de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, segundo as reportagens sobre o caso.

A condenação foi noticiada em 27 de outubro de 2026. Para informações sobre eventuais recursos, manutenção da prisão ou outras determinações posteriores à sentença, é necessário consultar os registros judiciais atualizados.

Crime aconteceu durante pagode em Comendador Soares

O assassinato ocorreu na madrugada de 10 de maio de 2025, durante um pagode realizado em um bar de Comendador Soares, bairro de Nova Iguaçu.

Jorge Mauro Ruas de Paiva tinha 51 anos e trabalhava como pintor. Na ocasião, o estabelecimento recebia frequentadores para um evento musical.

Imagens de segurança registraram a movimentação do policial dentro do local. Conforme as reportagens publicadas na época, ele aparece caminhando pelo bar com uma arma em uma das mãos e uma bebida na outra.

Em seguida, aproxima-se de Jorge e efetua disparos à queima-roupa. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A gravação se tornou uma das principais informações divulgadas sobre o caso e ajudou a documentar a dinâmica do crime.

Investigação apontou possível desentendimento anterior

De acordo com a investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, o crime teria sido motivado por um desentendimento entre o policial e o pintor ocorrido aproximadamente dois meses antes do assassinato.

Segundo essa linha investigativa, os dois teriam se envolvido em uma confusão anterior em um bar. Ao reencontrar Jorge durante o pagode, o policial teria decidido atacá-lo.

A família da vítima, entretanto, contestou essa versão. Parentes afirmaram que Jorge não conhecia o policial e sustentaram que o pintor foi atacado sem motivo aparente.

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A divergência entre a hipótese investigativa e a versão apresentada pelos familiares foi registrada nas reportagens publicadas após o homicídio.

Como o policial foi localizado após o assassinato

Após o crime, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária do policial. O mandado foi expedido em 13 de maio de 2025, quando ele passou a ser procurado pelas autoridades.

Dois dias depois, em 15 de maio, Vinicius se apresentou à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, em Belford Roxo, acompanhado de advogados.

Na ocasião, ele era investigado pela morte do pintor. A apresentação ocorreu depois da expedição do mandado de prisão, conforme noticiado pela imprensa.

A investigação prosseguiu para esclarecer as circunstâncias do assassinato e reunir os elementos necessários à responsabilização criminal. A condenação divulgada em outubro de 2026 representa o resultado do julgamento pelo homicídio qualificado.

Família de Jorge contestou a versão sobre a motivação do crime

Desde os primeiros dias após o assassinato, familiares de Jorge questionaram a hipótese de que o crime tivesse sido provocado por uma desavença anterior.

Parentes afirmaram que o pintor não tinha relação com o policial e que não houve uma discussão imediatamente antes dos disparos.

A família também destacou a trajetória pessoal e profissional de Jorge. Aos 51 anos, ele trabalhava como pintor e deixou esposa e três filhos, segundo informações divulgadas na cobertura do caso.

O assassinato durante uma festa pública, diante de outras pessoas, ampliou a repercussão da ocorrência na Baixada Fluminense.

A condenação do policial representa um desfecho judicial importante para o caso, embora eventuais recursos e decisões posteriores devam ser acompanhados nos canais oficiais da Justiça.

Condenação marca novo capítulo do caso em Nova Iguaçu

A sentença de 14 anos de prisão encerra uma etapa do processo criminal relacionado à morte de Jorge Mauro Ruas de Paiva. O caso passou pela investigação da Polícia Civil, pela expedição de mandado de prisão e pelo julgamento na Justiça estadual.

A divulgação das imagens de segurança tornou pública a sequência dos acontecimentos dentro do bar e contribuiu para a repercussão do homicídio.

O caso também chamou a atenção para a gravidade de crimes cometidos com arma de fogo em ambientes frequentados por moradores e trabalhadores, além da necessidade de apuração e responsabilização conforme a legislação.

Com a condenação por homicídio qualificado, o policial foi sentenciado a cumprir 14 anos de prisão em regime fechado. A situação processual após o julgamento, incluindo eventuais recursos, precisa ser confirmada por meio de informações oficiais atualizadas.

A morte de Jorge, ocorrida em maio de 2025, e o julgamento realizado em outubro de 2026 colocaram fim a mais de um ano de tramitação até a sentença divulgada publicamente.

redacao
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