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Asilo clandestino é fechado e idosa relata abuso no Rio

Operação flagra idosos em situação degradante em Paciência; local é interditado e proprietária será indiciada.

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Agentes da prefeitura e Polícia Civil durante ação em asilo clandestino na Zona Oeste do Rio. Foto: Reprodução

Equipes da prefeitura do Rio e da Polícia Civil realizaram, nesta quarta-feira (26), mais uma etapa da Operação Direito da Pessoa Idosa e interditaram um asilo clandestino na Rua Caraguatatuba, em Paciência, Zona Oeste da cidade. No imóvel, os agentes encontraram sete idosos, três mulheres e quatro homens, vivendo em condições insalubres. Três mortes registradas no local estão sendo investigadas.

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Segundo a Secretaria Municipal do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SEMESQV), ao menos cinco denúncias encaminhadas ao programa Rio Cuidadoso e reforçadas pela Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPTI) e pelo Ivisa-Rio apontaram sujeira extrema, ausência de médico e falta de equipe técnica qualificada.

Durante a vistoria, os agentes constataram um cenário de abandono: alimentos armazenados de forma irregular, quartos improvisados com camas muito rígidas, comida e legumes deteriorados e roupas amontoadas em sacolas. Os sete idosos estavam completamente sozinhos, sem qualquer profissional de apoio. Uma das vítimas relatou que a responsável ficava com seu cartão de pagamento e recebia todo o dinheiro mensalmente.

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A proprietária do imóvel, identificada como Cleusa Froes de Aguiar Nogueira, técnica de enfermagem, chegou ao local durante a fiscalização e negou os maus-tratos. De acordo com a Polícia Civil, o espaço não possui autorização para funcionar como Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Os moradores serão avaliados por médicos e transferidos para abrigos regulares ou devolvidos às famílias.

A princípio, Cleusa será indiciada por dois crimes: exercício ilegal da profissão (artigo 47) por atuar sem CNPJ e alvará, e maus-tratos, conforme o artigo 99 do Estatuto do Idoso. A polícia também apura responsabilidades de familiares caso fique comprovado abandono.

Somente em 2025, 19 estabelecimentos foram interditados e 132 idosos resgatados de situações de vulnerabilidade. Cinco mortes foram registradas no período — entre elas o caso de Brás de Pina, que resultou na prisão da proprietária do local. No dia 18, duas mulheres também foram presas em Seropédica após a morte de uma idosa de 98 anos com sinais evidentes de agressões.

Outra fase da operação, em setembro, encontrou 18 idosos vivendo sem licença em um imóvel de Inhoaíba, também na Zona Oeste, onde uma das vítimas apresentava lesão em estado de necrose.

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De acordo com a SEMESQV, o aumento das fiscalizações tem incentivado a população a denunciar situações de negligência, maus-tratos e abusos físicos, psicológicos e patrimoniais. O canal Rio Cuidadoso recebe cerca de dez denúncias efetivas por mês.

Denúncias podem ser feitas pela Central 1746 ou pelo Rio Cuidadoso: (21) 97533-8831.
Para informações sobre cadastro de ILPIs e o Selo Dignidade: [[email protected]](mailto:[email protected]).

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