Um assessor ligado à deputada federal Talíria Petrone e um primeiro-sargento da Polícia Militar estão entre os presos na operação deflagrada nesta quarta-feira (28) contra uma rede investigada por exploração sexual de adolescentes na Região Metropolitana do Rio. A ação é conduzida pela 74ª DP (Alcântara), em São Gonçalo, e também mobiliza equipes em Niterói e Maricá.
O assessor foi preso em casa, no bairro de Icaraí, em Niterói. Segundo o delegado Antônio Silvino, ele é suspeito de solicitar vídeos de abusos sexuais a Matheus Rodrigues Gonçalves, investigado no mesmo caso e preso em julho.
De acordo com o delegado, os dois seriam amigos e pertenceriam ao mesmo partido político. A investigação busca esclarecer o papel atribuído ao assessor na obtenção dos registros audiovisuais relacionados aos abusos apurados.
Sargento da PM também está entre os presos
Outro alvo da operação é um primeiro-sargento da Polícia Militar, lotado em uma unidade na região da Venda da Cruz. Segundo o delegado, o policial teria estado ao menos uma vez na residência relacionada ao caso e teria mantido relações sexuais com a adolescente investigada como vítima. A situação também teria sido filmada, conforme o relato policial.
A prisão do militar foi confirmada pela própria Polícia Militar. Em nota, a corporação informou que a Corregedoria-Geral, por meio da 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (4ª DPJM), cumpriu um mandado de prisão contra um integrante da instituição.
A PM declarou ainda que não tolera desvios de conduta ou crimes praticados por seus integrantes e que adota as medidas administrativas e disciplinares cabíveis quando irregularidades são constatadas.
Operação mira rede investigada em três municípios
A operação tem como objetivo cumprir dez mandados de prisão e 18 ordens de busca e apreensão em endereços de Niterói, São Gonçalo e Maricá. Até as 10h desta quarta-feira, oito pessoas haviam sido presas, segundo as informações divulgadas.
A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de produzir vídeos de violência sexual contra adolescentes e usar as imagens para ameaçar e chantagear as vítimas. Os investigadores também apuram relatos de agressões, tortura e outros abusos.
O caso começou a avançar após a prisão de Matheus Rodrigues Gonçalves, assessor do vereador Professor Túlio (PSOL), em julho. A apuração teve origem no relato de uma adolescente de 16 anos à Delegacia de Alcântara.
Assessoria parlamentar foi procurada
A assessoria da deputada federal Talíria Petrone foi procurada para comentar a prisão do assessor, mas não havia respondido até a publicação das informações utilizadas nesta reportagem.
As investigações continuam para esclarecer a participação individual dos suspeitos, identificar possíveis outras vítimas e reunir provas sobre os crimes apurados.






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