Polícia

Mala com R$ 510 mil vira problema em Congonhas para ex-candidata do PSD

Valéria Rodrigues Linhares teve a bagagem apreendida pela Polícia Federal após o raio-X identificar o dinheiro em espécie; ela afirma ter origem lícita.

Mariana Dias

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Mala com R$ 510 mil em espécie foi apreendida pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Uma mala recheada com R$ 510 mil em dinheiro vivo chamou a atenção da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A bagagem pertencia à advogada Valéria Rodrigues Linhares, ex-candidata a deputada distrital pelo PSD no Distrito Federal.

A apreensão ocorreu na tarde de terça-feira (25), quando Valéria se preparava para embarcar em um voo. Durante a passagem pelo aparelho de raio-X, os inspetores identificaram uma grande quantidade de dinheiro na bagagem.

Dinheiro em espécie chama atenção da PF

Após a descoberta, a advogada foi encaminhada à Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo para prestar esclarecimentos sobre a origem dos valores.

Segundo a PF, a apreensão ocorreu porque não houve comprovação imediata da procedência do montante. Valéria afirmou possuir documentação capaz de demonstrar que o dinheiro foi obtido legalmente e disse que apresentará a comprovação.

A defesa informou que pretende solicitar a devolução dos R$ 510 mil e sustenta que os recursos são provenientes da atividade profissional exercida pela advogada.

Defesa diz que valor veio de atividade jurídica

Em nota, o advogado de Valéria afirmou que os valores teriam sido recebidos de um cliente como pagamento por serviços advocatícios e que a origem seria lícita.

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A defesa também declarou que a movimentação financeira estaria respaldada pela atividade profissional da advogada e que pretende apresentar a documentação necessária para comprovar a origem do dinheiro.

Ex-candidata do PSD

Valéria Rodrigues Linhares concorreu ao cargo de deputada distrital pelo PSD em 2018. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, ela recebeu 1.904 votos e não foi eleita.

A direção nacional do PSD afirmou desconhecer o episódio. Já o diretório do partido no Distrito Federal informou que Valéria não participa das atividades partidárias atualmente.

A apreensão, por si só, não significa que o dinheiro tenha origem ilícita. A procedência dos valores ainda deverá ser esclarecida pelas autoridades a partir da documentação apresentada pela proprietária da bagagem.

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