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Baía de Guanabara recebe 90 toneladas de lixo por dia e 1 bilhão de litros de chorume por ano, aponta Movimento Baía Viva

Organização denuncia falta de ações efetivas de órgãos públicos após vistoria aérea identificar vazamento de resíduos em manguezais e rios que deságuam na Baía.

Redação Rio

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Imagem registrada durante uma manifestação na Ilha de Paquetá, na Baía de Guanabara. (Foto: Breendon Santos)

O Movimento Baía Viva, organização socioambiental fundada em 1984 a partir da mobilização em defesa da criação da Área de Proteção Ambiental (APA) de GuapiMirim, alertou para o lançamento diário de 90 toneladas de lixo e o despejo anual de cerca de 1 bilhão de litros de chorume nos ecossistemas da Baía de Guanabara, no estado do Rio de Janeiro. Os dados são do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), vinculada à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS).

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De acordo com o movimento, apesar da vigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal nº 12.305/2010), nenhum dos municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro possui programas estruturados de coleta seletiva. A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, gera mais de 10 mil toneladas de resíduos sólidos por dia, com menos de 2% sendo reciclado, segundo o grupo.

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No dia 30 de maio de 2025, após anos de denúncias, uma vistoria aérea foi realizada em helicóptero do governo estadual com a presença do presidente do INEA, do superintendente do IBAMA e de pesquisadores do Departamento de Engenharia Sanitária e Meio Ambiente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O sobrevoo passou por áreas críticas como os lixões de Itaóca (São Gonçalo), Jardim Gramacho (Duque de Caxias) e Bongaba (Magé). Segundo relato do movimento, foi constatado o vazamento de chorume sem tratamento atingindo manguezais e cursos d’água que deságuam na Baía de Guanabara.

A inspeção aconteceu em áreas inseridas na APA de Guapi-Mirim, unidade de conservação federal sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A região abriga um dos últimos grandes remanescentes de manguezal do estado do Rio.

O Movimento Baía Viva afirma que, mesmo após dois meses da vistoria, “nenhuma providência foi adotada pelos órgãos ambientais federal e estadual para impedir a continuidade da poluição ambiental deste ecossistema e dos territórios pesqueiros”.

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