Notícias

Mulheres se ajoelham em protesto no Centro do Rio por mortos na megaoperação da Penha e do Alemão

Ato em frente ao IML Afrânio Peixoto cobrou agilidade na liberação dos corpos e justiça pelas 121 mortes registradas na Operação Contenção, que também vitimou quatro policiais.

Publicado

em

Mulheres se ajoelham na Avenida Francisco Bicalho, em frente ao IML do Rio, em protesto pelas mortes na Operação Contenção, que deixou 121 mortos.

Dezenas de mulheres se ajoelharam na pista da Avenida Francisco Bicalho, uma das principais vias do Centro do Rio, em frente ao Instituto Médico-Legal (IML) Afrânio Peixoto, no início da noite desta quinta-feira (30). O grupo protestava contra as mortes ocorridas durante a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, realizada na última terça-feira (28), que terminou com 121 mortos, incluindo quatro policiais.

Receba notícias no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o grupo de notícias do O INFORMATIVO no WhatsApp.

Siga O INFORMATIVO no Instagram CLIQUE AQUI!

🚨 ENTRE NO NOSSO GRUPO DO WHATSAPP CLIQUE AQUI!

O ato, que bloqueou parte da via por cerca de 30 minutos, foi encerrado de forma pacífica. O trecho já foi liberado para o trânsito.

Enquanto o protesto acontecia do lado de fora, familiares das vítimas aguardavam dentro do IML a liberação dos corpos. Muitos reclamaram da demora no processo de perícia e da falta de informações. Devido ao alto número de mortos, o IML da capital está dedicado exclusivamente à identificação e aos exames periciais das vítimas da operação.

Leia Também:  "Vovó do Tráfico" é presa com netos por vender drogas há 22 anos para não deixar a família passar fome

Para atender à grande demanda, os familiares estão sendo recebidos em um posto do Detran, instalado ao lado do IML. No local, também funciona um posto de atendimento da Defensoria Pública, criado para agilizar a documentação necessária nos casos de sepultamentos gratuitos oferecidos pela Prefeitura do Rio.

Além da espera, muitos parentes enfrentam dificuldades financeiras para arcar com os custos dos funerais. O preço médio de um sepultamento particular é de cerca de R$ 4 mil, enquanto a alternativa gratuita não inclui velório e é feita em caixão fechado.

A Defensoria informou que segue prestando apoio jurídico e social às famílias que buscam o reconhecimento dos corpos e a realização dos enterros.

 

Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

TENDÊNCIA