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Marinha incorpora primeiras mulheres no Serviço Militar Inicial e abre nova fase histórica

27 jovens passam a integrar a turma de 2026 no Centro de Instrução Almirante Alexandrino, no Rio

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Jovens incorporadas ao Serviço Militar Inicial participam do período de adaptação no CIAA, no Rio de Janeiro. Foto: Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil deu um passo histórico nesta segunda-feira (2) ao incorporar as primeiras mulheres voluntárias para o Serviço Militar Inicial. Ao todo, 27 jovens passaram a integrar a turma de 2026 no Centro de Instrução Almirante Alexandrino (CIAA), no Rio de Janeiro, ampliando oficialmente as oportunidades de ingresso feminino nas Forças Armadas.

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A turma é composta por 277 conscritos, sendo 250 homens e 27 mulheres. Durante a primeira semana, todos passam por um período inicial de adaptação. Após essa etapa, são incorporados formalmente como recrutas e iniciam a formação militar.

A seleção das candidatas foi marcada por alto nível de exigência. Inicialmente, elas participaram das etapas de Triagem e Seleção Geral do alistamento militar feminino. Em seguida, enfrentaram uma seleção complementar conduzida pela Marinha.
Das 270 mulheres inscritas para as vagas disponíveis, apenas 27 foram selecionadas para o Rio de Janeiro. As aprovadas se apresentaram no dia 12 de janeiro para avaliações complementares, incluindo entrevistas, exames médicos e avaliação psicológica.

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Além disso, realizaram testes físicos compostos por corrida de 2.400 metros em até 18 minutos e natação de 25 metros. O resultado final foi divulgado no dia 20 de fevereiro.

A conscrita Micaela Santos da Silva, de 18 anos, natural de Belford Roxo (RJ), descreveu a conquista como a realização de um sonho.

“Estar aqui é realizar um sonho muito maravilhoso. Estou sem palavras. Isso realmente me deixa muito orgulhosa de mim mesma, porque eu consegui passar”, afirmou.

A mãe da jovem também celebrou o momento e destacou o orgulho da família. Segundo ela, a expectativa é que a filha siga carreira na instituição e construa uma trajetória sólida dentro da Marinha.

Entre as novas recrutas está também Maria Eduarda dos Santos Buenos, de 17 anos, que falou sobre a mistura de emoções ao iniciar a jornada militar. Ela destacou o nervosismo por estar longe da família, mas demonstrou confiança de que todas conseguirão superar os desafios iniciais.

O período de adaptação dura uma semana. Depois, as recrutas iniciam o curso de formação, com duração aproximada de três meses.
Concluída essa etapa, passam à graduação de Marinheiro-Recruta. O tempo mínimo de permanência na Força é de um ano. Após esse período, o vínculo poderá ser renovado conforme interesse da Administração Naval e do militar, podendo chegar a até oito anos no Serviço Militar Temporário.

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Depois do primeiro ano de serviço, os militares passam à graduação de Marinheiro da Reserva de 2ª Classe (RM2).

Embora o alistamento feminino seja voluntário, após a incorporação as militares passam a cumprir as mesmas obrigações dos demais conscritos, com serviço obrigatório de até um ano.

A Marinha já confirmou que o processo terá continuidade. Uma segunda turma, composta por 26 mulheres, deverá iniciar no segundo semestre, consolidando a ampliação da presença feminina no Serviço Militar Inicial.

 

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