Polícia

Operação contra Rogério de Andrade: 20 mandados de prisão miram bicheiro e policiais no Rio

Ação do GAECO/MPRJ aponta envolvimento de 18 policiais militares e penais, além de um policial civil inativo, em esquema de proteção a pontos de exploração ilegal de jogos de azar na região de Bangu.

Publicado

em

Operação do Ministério Público cumpre mandados contra grupo ligado ao bicheiro Rogério de Andrade no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realiza, nesta terça-feira (10), uma operação para cumprir 20 mandados de prisão preventiva contra o bicheiro Rogério de Andrade e integrantes de seu núcleo de segurança. A investigação aponta a atuação de policiais e ex-agentes públicos na proteção de pontos de exploração ilegal de jogos de azar na região de Bangu, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Receba notícias no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o grupo de notícias do O INFORMATIVO no WhatsApp.

Siga O INFORMATIVO no Instagram CLIQUE AQUI!

Receba notícias no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o grupo de notícias do O INFORMATIVO no WhatsApp.

Siga O INFORMATIVO no Instagram CLIQUE AQUI!

De acordo com o Ministério Público, entre os alvos estão 18 policiais militares e penais, da ativa e da reserva, além de um policial civil inativo, que teria sido cooptado pela organização criminosa ainda durante o período em que exercia função pública. Segundo as investigações, os agentes integrariam o núcleo responsável pela segurança das atividades ilegais.

Leia Também:  Polícia Federal faz operação contra policiais civis acusados de extorquir traficantes no Rio

A operação conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ, além das corregedorias da Polícia Militar, da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Polícia Civil.

Investigação

A denúncia apresentada pelo Ministério Público é resultado de um Procedimento de Investigação Criminal (PIC) conduzido pelo próprio GAECO. Conforme os promotores, os investigados atuavam na proteção de estabelecimentos ligados à exploração de jogos de azar e utilizavam práticas sistemáticas de corrupção para garantir o funcionamento das atividades ilícitas.

Os denunciados devem responder pelos crimes de constituição de organização criminosa armada, com agravantes relacionados ao envolvimento de funcionários públicos e à ligação com outras organizações criminosas, além de corrupção ativa e passiva.

Mandados em diferentes cidades

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital e estão sendo cumpridos em diversos endereços no estado do Rio de Janeiro.

As diligências ocorrem em cidades da Região Metropolitana e da Costa Verde, incluindo Belford Roxo, Duque de Caxias, Nilópolis, São João de Meriti e Mangaratiba, além da capital fluminense.

Leia Também:  Polícia Federal descobre depósito clandestino de cigarros ligado a Adilsinho em São Gonçalo

Um dos mandados também é cumprido na Penitenciária Federal de Campo Grande, localizada em Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul.

Unidades policiais citadas

Segundo o Ministério Público, os policiais militares denunciados atuavam em diferentes setores da corporação, incluindo a Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP), o Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) e batalhões operacionais como o 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º BPM.

As investigações indicam que a organização utilizava agentes públicos para garantir segurança armada e evitar ações que pudessem interromper a exploração ilegal de jogos de azar na região.

Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

TENDÊNCIA