Polícia

Golpe do ouro no Rio: motorista de aplicativo é morto em ataque ligado a criminosos

Crime em Vicente de Carvalho pode estar relacionado a esquema atribuído a traficantes da Serrinha

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Carro onde motorista de aplicativo foi encontrado morto em Vicente de Carvalho

A morte do motorista de aplicativo Matheus Eduardo de Oliveira Santos, de 24 anos, na noite de segunda-feira (23), em Vicente de Carvalho, Zona Norte do Rio, acendeu o alerta das autoridades para um possível esquema criminoso conhecido como “golpe do ouro”. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga se o assassinato tem ligação com a ação de traficantes da região da Serrinha.

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Matheus foi encontrado baleado dentro de um carro na Rua Agrário Menezes, uma das vias de acesso à comunidade, área dominada pela facção Terceiro Comando Puro.

Segundo relatos de testemunhas, o motorista teria percebido a aproximação de criminosos armados por volta das 19h e tentou fugir dando ré no veículo. No entanto, foi atingido por disparos e acabou baleado no pescoço.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foram acionadas, mas o jovem já estava morto quando o socorro chegou ao local.

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Morador de Nilópolis, Matheus trabalhava como motorista de aplicativo e, segundo informações preliminares, pode ter sido atraído para a região sem saber do risco.

De acordo com moradores, traficantes da Serrinha estariam utilizando redes sociais para anunciar a falsa venda de ouro a preços atrativos. O esquema funciona como uma armadilha: interessados são atraídos até pontos específicos e, ao chegarem, acabam sendo assaltados.

A suspeita é que o motorista tenha sido vítima desse tipo de abordagem ou tenha sido confundido com um alvo pelos criminosos.

O caso evidencia a sofisticação de golpes praticados por organizações criminosas, que utilizam plataformas digitais para atrair vítimas e ampliar o alcance de suas ações.

O caso está sendo conduzido pela Delegacia de Homicídios da Capital, que busca identificar os autores dos disparos e esclarecer a motivação exata do crime.

Os investigadores também apuram a possível ligação direta com o chamado “golpe do ouro” e monitoram movimentações criminosas na região.

 

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