Cidades

Mostra virtual resgata fotos raras da Exposição Nacional de 1908, marco no desenvolvimento do Rio

_Imagens destacam a grandiosidade dos pavilhões erguidos na Praia Vermelha, Urca, Zona Sul, para celebrar o centenário da abertura dos portos; lançamento comemora os 39 anos da Memória da Eletricidade

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A Memória da Eletricidade inaugurou a mostra “A Exposição Nacional de 1908” na plataforma Google Arts & Culture, um extenso museu virtual. Por meio de fotografias raras, o visitante mergulha na história do espetáculo, promovido na Praia Vermelha, Urca, na Zona Sul do Rio, que celebrava o centenário da abertura dos portos e buscava mostrar como o país estava desenvolvido nos ideais de civilização da época.

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Com imagens de Augusto Malta, fotógrafo histórico do Rio e responsável por alguns dos principais registros do período de modernização da cidade, nas primeiras décadas do Séc. XX, a exposição destaca os principais pavilhões e palácios erguidos para a ocasião: o Palácio dos Estados, Palácio das Indústrias e as representações estaduais, institucionais e culturais, como o Teatro João Caetano – depois reconstruído na Praça Tiradentes –; o prédio da Fábrica Bangu, inspirado em uma Mesquita; o Pavilhão da Música, parecido com um templo egípcio, entre muitos outros. Ao todo, eram mais de 30 construções, todas temporárias, demolidas após o término do evento.

A solenidade ocupou uma área de 182 mil m² e recebeu, entre agosto e novembro de 1908, mais de 1 milhão de visitantes. Esse tipo de celebração era comum no período. Os países as organizavam para divulgar seus respectivos progressos econômicos, e o Brasil participou de algumas antes de promover a de 1908, como a de Londres (1867), Filadélfia (1876) e Paris (1889).

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A mostra também conta com uma entrevista com a arquiteta e museóloga Ruth Levy, autora do livro “Entre palácios e pavilhões: a arquitetura efêmera da Exposição Nacional de 1908”, que estudou por anos a história e o legado da solenidade. Para Levy, as imagens revelam a grandiosidade arquitetônica e o espírito de progresso que marcaram o evento, considerado um divisor de águas na história urbana e cultural do Rio de Janeiro.

“O grande foco era mostrar para o mundo em que pé nós estávamos em termos de ‘civilização’, em que pé nossas cidades estavam em termos de serem cosmopolitas… Havia uma ideia determinista e evolucionista muito forte, no sentido de que as nações vão evoluindo até o momento em que elas chegam na ‘idade do progresso’ e devem apresentar isso. Então, tinha esse caráter de provar que estávamos prontos para concorrer com os países mais desenvolvidos”, explicou a pesquisadora.

Um dos legados deixados pela Exposição Nacional de 1908 foi, justamente, a abertura de caminhos que viabilizaram o desenvolvimento da Urca, hoje um dos bairros mais valorizados do Rio. De acordo com a pesquisadora, o evento levou infraestrutura a uma área então pouco habitada, com passagem de energia elétrica por meio de fios subterrâneos, obras de aterro hidráulico e melhorias urbanas que prepararam o terreno para o futuro loteamento.

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“A exposição abriu esse novo vetor de crescimento para a cidade. Quando um lugar passa a ter eletricidade, transporte e acesso facilitado, naturalmente desperta interesse para novas construções”, completa.

A mostra pode ser acessada no link: clique aqui

 

A Memória da Eletricidade é uma instituição sem fins lucrativos dedicada à preservação e difusão da história do setor elétrico brasileiro. Desde 1986, realiza projetos de pesquisa histórica, conservação de acervos, produção de publicações e coleta de relatos de história oral, promovendo o conhecimento sobre a trajetória e os desafios da energia no Brasil. Seu acervo reúne milhares de documentos, fotografias, vídeos e registros sonoros que contam a evolução do setor elétrico e podem ser acessados gratuitamente pelo site.

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