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Onda de furtos expõe fragilidade da segurança pública e revolta empresários em Niterói

A prefeitura de Niterói não comentou sobre o assunto.

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Comércio em Icaraí, uma das regiões mais movimentadas de Niterói, onde empresários relatam sucessivos furtos e falta de policiamento efetivo. Foto: Agência O Informativo

A segurança pública em Niterói voltou a ser duramente questionada após uma sequência de furtos em áreas comerciais estratégicas da cidade. A situação ganhou repercussão após o empresário Rogério Rosetti usar as redes sociais para denunciar o que classificou como um cenário de insegurança crescente e recorrente, mesmo em regiões próximas a delegacias e com grande circulação de pessoas.

Segundo Rosetti, duas lojas de sua propriedade foram furtadas na Rua Lemos Cunha, em frente à Delegacia de Icaraí, além de outra unidade na Rua Pereira da Silva, em um intervalo de poucos dias. Na mesma semana, uma loja da rede Bob’s, localizada na Rua Gavião Peixoto, teve todos os cabos de energia furtados, enquanto uma lavanderia da família, na Rua Sete de Setembro, teve o hidrômetro levado. Ao todo, foram quatro crimes em apenas dez dias, todos em áreas centrais e comerciais.

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Para o empresário, os episódios escancaram um fracasso na política de prevenção e reforçam a percepção de que criminosos agem com sensação de impunidade.
“Os furtos se repetem, os prejuízos se acumulam e nenhuma resposta concreta é apresentada. O comerciante trabalha, paga impostos altos e ainda precisa investir em segurança privada para não fechar as portas. Isso não é normalidade, é alerta”, afirmou Rosetti.

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A situação gerou revolta entre comerciantes e moradores, que passaram a relatar casos semelhantes em grupos comunitários e nas redes sociais. As denúncias chegaram à Câmara Municipal e foram tema da última reunião do Conselho Comunitário de Segurança, evidenciando que o problema ultrapassa casos isolados.
A CDL Niterói informou que irá cobrar medidas imediatas, diante do impacto direto da criminalidade sobre o comércio local. Empresários relatam não apenas prejuízos financeiros, mas também danos psicológicos, medo constante e perda de confiança no ambiente urbano.

“Não vou me calar. Gasta-se muito dinheiro público e o retorno é mínimo. O prejuízo é financeiro e emocional. Hoje, investir em segurança privada deixou de ser luxo e virou sobrevivência”, desabafou Rosetti, que possui 11 empresas em diferentes segmentos na cidade.

Durante o debate, o vereador Douglas Gomes fez duras críticas ao que chamou de ciclo de reincidência criminal sem punição efetiva.
“Criminosos são detidos e voltam rapidamente às ruas. A falta de responsabilização desde os primeiros delitos alimenta essa repetição. Muitos crimes mais graves poderiam ser evitados se houvesse rigor desde o início”, declarou.

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A escalada de furtos em regiões nobres e comerciais de Niterói acende um sinal de alerta sobre a eficácia das políticas de segurança e levanta questionamentos sobre prioridades, gestão de recursos e presença do Estado nas ruas. Enquanto isso, comerciantes seguem contabilizando prejuízos e cobrando respostas que, até agora, não chegaram.

Procuradas, a Polícia Militar informou que o 12º BPM (Niterói) tem adotado diversas medidas operacionais para a prevenção de crimes em sua área de atuação. A unidade realiza patrulhamento ostensivo diário, além da Operação Antifurtos, com reforço de abordagens em locais e horários de maior incidência, especialmente à noite e na madrugada.

O Setor de Inteligência também atua no levantamento e análise de dados para o planejamento das ações. Como resultado, a 12ª AISP, que abrange Niterói, registrou melhora nos índices criminais no terceiro trimestre, com redução em roubos de veículos, roubos de rua e a estabelecimentos comerciais, na comparação entre os mesmos períodos de 2024 e 2025.

Já a prefeitura de Niterói não comentou sobre o assunto.

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