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Duas irmãs morrem após sintomas semelhantes e São Gonçalo investiga caso

Adolescentes de 14 e 16 anos morreram com 24 dias de diferença; outras duas crianças da família estão internadas com quadro parecido.

Carlos Alberto Dantas

Publicado

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Autoridades de saúde investigam a causa das mortes de duas irmãs em São Gonçalo.

Duas irmãs adolescentes morreram com 24 dias de diferença em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, após apresentarem sintomas semelhantes. A Prefeitura determinou uma investigação para tentar esclarecer a causa dos óbitos, que ainda não foi identificada.

O caso ganhou atenção das autoridades de saúde porque outras duas crianças da mesma família, de 3 e 6 anos, permanecem internadas com quadro semelhante.

Sintomas semelhantes antes das mortes

A adolescente de 16 anos procurou atendimento na UPA do Pacheco no dia 26 de julho. Ela foi transferida para o Hospital Luiz Palmier, mas morreu três dias depois, em 29 de julho.

A irmã, de 14 anos, também precisou de atendimento médico. Ela passou pela UPA do Colubandê e morreu no último sábado (22).

Febre e sintomas gastrointestinais

Antes dos óbitos, as adolescentes apresentaram sintomas como febre, dor de garganta, diarreia, vômitos, tontura e dores abdominais.

Apesar das semelhanças, as autoridades ressaltam que ainda não existe confirmação de que as duas mortes tenham sido provocadas pela mesma causa.

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Um exame de sangue da adolescente de 14 anos foi encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen). O resultado poderá contribuir para esclarecer o que provocou o quadro.

Escola também passou por medidas preventivas

As duas adolescentes estudavam no Colégio Estadual Augusto Cezário Diáz André, no bairro Pacheco.

A Vigilância Ambiental realizou a sanitização da escola em 26 de agosto. As aulas chegaram a ser suspensas preventivamente, embora a Secretaria Estadual de Saúde tenha informado que não havia recomendação oficial para uma suspensão extraordinária.

Também foi prevista uma ação de vacinação, condicionada à autorização dos responsáveis e à avaliação da situação vacinal dos estudantes.

Autoridades acompanham novos casos

Enquanto os exames não apontam uma causa específica, equipes de saúde monitoram familiares, contatos próximos e integrantes da comunidade escolar.

A orientação é para que pessoas com febre, dor de garganta ou sintomas gastrointestinais procurem atendimento médico.

O principal objetivo da investigação é descobrir o que provocou os quadros e verificar se existe alguma relação entre os casos.

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Até o momento, não há confirmação de uma doença específica responsável pelas mortes.

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