Cidades

Tartarugas raras reaparecem na Baía de Guanabara e intrigam cientistas

Registros inéditos indicam mudança de comportamento da espécie ameaçada e mobilizam pesquisadores no Rio

Mariana Dias

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Biólogas do projeto realizam marcação de tartarugas-cabeçudas resgatadas na Baía de Guanabara. Foto: Divulgação

O reaparecimento da tartaruga-cabeçuda na Baía de Guanabara tem chamado a atenção de pesquisadores e pescadores desde 2024, com registros mais frequentes dentro da área interna da baía. A espécie, conhecida cientificamente como Caretta caretta, é considerada ameaçada de extinção e, normalmente, vive em mar aberto. O fenômeno pode indicar mudanças no comportamento e nas condições ambientais da região.

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No último dia 18 de abril, duas tartarugas foram capturadas em currais de pesca e marcadas por equipes do Projeto Aruanã, em parceria com pescadores artesanais. Segundo especialistas, trata-se de um registro inédito do ponto de vista científico, abrindo novas possibilidades de estudo sobre a espécie.

A principal hipótese é que os animais estejam encontrando maior oferta de alimento, como crustáceos, dentro da baía. Ainda assim, os pesquisadores alertam para riscos como poluição, colisões com embarcações e ingestão de resíduos.

Para entender o fenômeno, o projeto prepara uma nova fase de monitoramento com transmissores via satélite, que permitirá acompanhar rotas, tempo de permanência e áreas de maior concentração dos animais.

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Apesar dos registros, especialistas afirmam que ainda não é possível associar diretamente a presença das tartarugas a uma melhora ambiental. Mesmo assim, destacam a resiliência da baía, que continua abrigando biodiversidade significativa.

O tema ganhou destaque com o caso de Jorge, tartaruga que viveu décadas em cativeiro e, após ser solta, foi monitorada ao retornar à região, despertando interesse público e reforçando a importância da conservação marinha.

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