Brasil

Idosa condenada pelos atos de 8 de janeiro tenta tirar a própria vida a caminho de consulta psiquiátrica

Durante o percurso, entrou em estado de desespero e teria tentado cometer suicídio por diversas vezes

Publicado

em

Adalgiza Maria Dourado, de 65 anos, condenada por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, enfrentou uma crise de pânico e tentou tirar a própria vida na última sexta-feira (23), durante o trajeto até uma consulta psiquiátrica. Segundo informações de sua equipe, a idosa, que sofre de depressão e tem histórico de pensamentos suicidas, havia obtido autorização judicial para atendimento com um psiquiatra particular.

Receba notícias no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o grupo de notícias do O INFORMATIVO no WhatsApp.

Siga O INFORMATIVO no Instagram CLIQUE AQUI!

Adalgiza cumpre prisão domiciliar em Recanto das Emas, no Distrito Federal, e se dirigia de ônibus até a Asa Norte, onde a consulta seria realizada. Durante o percurso, entrou em estado de desespero e teria tentado cometer suicídio por diversas vezes, sendo impedida por passageiros que testemunharam a situação e intervieram para socorrê-la.

Criamos um canal oficial para compartilhar avisos, novidades e conteúdos importantes. CLIQUE AQUI para entrar. Lá, você vai receber tudo direto, sem precisar interagir. É só acompanhar!

Ao chegar ao destino, Adalgiza foi acolhida por sua irmã, Célia Regina, que prontamente acionou o advogado da família, Dr. Luiz Felipe, em busca de apoio para estabilizar o quadro emocional da paciente.

Leia Também:  PGR denuncia Rodrigo Bacellar ao STF por suposto vazamento de operação para facção criminosa

A equipe da idosa divulgou nota afirmando que o episódio evidencia o “impacto psicológico devastador das condenações impostas aos presos políticos dos eventos de 8 de janeiro”. Segundo o comunicado, casos como o de Adalgiza não são isolados.

— Homens, mulheres, idosos e outros cidadãos vêm sofrendo distúrbios emocionais graves, com consequências que poderão deixá-los marcados para o resto da vida. Já são seis ou sete mortes ligadas direta ou indiretamente a essas prisões, além do caso amplamente conhecido de Clezão. É urgente a aprovação de uma anistia ampla, geral e irrestrita, para que essas pessoas possam recuperar sua dignidade, saúde mental e o direito à paz — diz a nota.

Adalgiza permanece sob cuidados médicos e acompanhada por familiares. A defesa deve solicitar novos encaminhamentos psicológicos para garantir suporte emocional à condenada.

Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

TENDÊNCIA