Polícia

Celsinho da Vila Vintém deixa presídio e vai cumprir prisão domiciliar com tornozeleira

Fundador da facção ADA, Celsinho obteve alvará de soltura após decisão do STJ; polícia investiga alianças com milícia e CV para controlar áreas da Zona Oeste

redacao

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Celsinho da Vila Vintém foi solto após decisão judicial e deve usar tornozeleira eletrônica em até 5 dias

Celso Luiz Rodrigues, conhecido como Celsinho da Vila Vintém, um dos fundadores da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), foi liberado do Complexo Penitenciário de Gericinó nesta segunda-feira (15). Ele cumprirá agora prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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O alvará de soltura, expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), foi cumprido por oficial de Justiça e confirmado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). A defesa de Celsinho alegou que sua esposa está com câncer em estado avançado, com metástase, e ele precisaria cuidar dela.

Preso pela primeira vez em 1990, Celsinho possui um longo histórico criminal por tráfico de drogas, roubo e formação de quadrilha. Durante sua trajetória no crime, fugiu da prisão em 1998 vestido de PM e só foi recapturado em 2002. Passou anos no sistema penitenciário federal, retornando ao Rio em 2017.

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Mais recentemente, ele foi preso em maio na Vila Vintém, Zona Oeste do Rio, acusado de formar uma aliança inédita entre a ADA, o Comando Vermelho (CV) e a milícia, com o objetivo de retomar territórios dominados por grupos rivais, especialmente na região de Curicica.

Segundo a Polícia Civil, essa aliança envolvia os criminosos Edgar Alves de Andrade (o Doca, do CV) e André Costa Bastos (o Boto, da milícia). Juntos, eles comandavam uma operação de tráfico em áreas estratégicas, com divisão territorial pactuada, uso de armamento pesado e até execuções de dissidentes, como o miliciano Fábio Taca Bala.

A investigação teve início com a prisão de oito traficantes armados em flagrante, na comunidade Vila Sapê, em Curicica. Eles confessaram que foram enviados por Celsinho para tomar o controle da área, comprada do miliciano Boto. A ação ocorreu sem resistência, o que levantou suspeitas e chamou a atenção da inteligência da Polícia.

Com base em depoimentos, interceptações telefônicas e movimentações prisionais, o inquérito da Polícia Civil apontou que Celsinho articulava, junto a Doca e Boto, um plano coordenado de expansão do tráfico na Zona Oeste, buscando estabilidade territorial e redução de confrontos entre facções rivais.

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A soltura de Celsinho ocorre em meio a investigações em curso. Apesar de seu envolvimento em diversas ações criminosas — incluindo a suposta participação na invasão da Rocinha em 2017, que depois foi descartada —, o STJ aceitou o pedido da defesa baseado em questões humanitárias, determinando a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

Celsinho tem até cinco dias para instalar a tornozeleira eletrônica, como parte das condições impostas pela Justiça.

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