Polícia

Marcola vai a júri por ataque de 2006; julgamento é marcado para 2027

Líder do PCC responderá pela morte de um policial militar e pela tentativa de homicídio de outro durante a onda de ataques que abalou São Paulo.

Mariana Dias

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Marcola será julgado em maio de 2027 por acusações relacionadas aos ataques contra agentes de segurança ocorridos em Jundiaí, em 2006.

A Justiça de São Paulo marcou para 11, 12 e 13 de maio de 2027 o julgamento de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, de 58 anos. O líder do PCC responderá no Tribunal do Júri por acusações relacionadas à morte de um policial militar e à tentativa de homicídio de outro em Jundiaí, no interior paulista.

O processo trata de crimes atribuídos à onda de ataques contra forças de segurança ocorrida em maio de 2006. Segundo a acusação, as ordens teriam partido de Marcola após a transferência e o isolamento de 765 presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

Ataque em Jundiaí

O policial militar Nelson Pinto, de 44 anos, foi morto com um tiro na cabeça durante o patrulhamento, em 12 de maio de 2006.

Na mesma ocorrência, o PM Marcelo Henrique dos Santos Moraes foi atingido por oito disparos, mas sobreviveu.

A acusação sustenta que os ataques fizeram parte da ofensiva coordenada contra agentes públicos naquele período. Marcola nega a autoria dos fatos.

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Outros réus serão julgados

O processo também envolve outros cinco acusados. Entre eles está Júlio César Guedes de Moraes, conhecido como Julinho Carambola, apontado como integrante da cúpula da organização e suposto mandante dos crimes.

Outro réu citado é Marcos Paulo Ferreira, conhecido como Japonês.

Ao todo, defesa e acusação convocaram 23 testemunhas para o julgamento. A sessão ocorrerá no Plenário da 1ª Vara do Júri da Capital, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.

Defesa afirma que Marcola estará presente

Marcola confirmou que pretende comparecer ao julgamento. A defesa afirma que ele nega os crimes e espera apresentar sua versão perante o Tribunal do Júri.

Os advogados também destacam a presunção de inocência e o direito ao devido processo legal.

Maio de 2006 marcou São Paulo

A onda de violência de maio de 2006 se tornou um dos episódios mais graves da história recente da segurança pública paulista.

Segundo os dados oficiais mencionados no processo, 59 agentes públicos foram mortos durante os ataques atribuídos à facção. Entre 12 e 20 de maio, grupos de extermínio também mataram 505 civis, em ações de represália.

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Mais de duas décadas depois, o julgamento coloca novamente no centro do debate um dos capítulos mais violentos da história criminal de São Paulo. O caso agora terá seu desfecho submetido ao Tribunal do Júri, que deverá analisar as acusações e as provas apresentadas pelas partes.

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