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Desembargador federal Macário Júdice Neto é transferido para cadeia pública em Niterói

Magistrado é investigado na segunda fase da Operação Unha e Carne por suposto vazamento de informações sigilosas sobre TH Jóias

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Desembargador Macário Júdice Neto foi transferido para a Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, no Rio de Janeiro

O desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), foi transferido nesta quarta-feira (17) para a Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

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O magistrado havia sido preso na terça-feira (16) e passou a noite na unidade após a confirmação da prisão preventiva em audiência de custódia, realizada na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde estava desde o cumprimento do mandado expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Júdice Neto é investigado na segunda fase da Operação Unha e Carne, que apura o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun. No início do mês, a operação resultou na prisão do então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), acusado de repassar informações sigilosas ao deputado TH Jóias, suspeito de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.

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Apesar das medidas, Bacellar foi liberado e manteve o cargo de deputado, mas perdeu a presidência da Alerj, foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica, entregar passaporte e porte de arma, além de obedecer a restrições de horário.

O desembargador Júdice Neto, que é relator do processo contra TH Jóias, é suspeito de ter repassado informações a Bacellar, com quem mantinha “estreita relação”. As ações foram autorizadas pelo STF no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635/RJ (ADPF das Favelas), que permite à PF investigar conexões entre grupos criminosos e agentes públicos.

A 1ª Seção Especializada do TRF-2 analisará na quinta-feira (18) o processo relacionado à Operação Zarkun, deliberando sobre o recebimento da denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra TH Jóias e demais investigados. A sessão será presidida pelo desembargador Wanderley Sanan Dantas, com relatoria de Júlio de Castilhos e revisão do próprio Júdice Neto, afastado por determinação do STF.

Enquanto isso, o gabinete de Júdice Neto no TRF-2 passou a ser ocupado pelo juiz federal convocado Marcelo Leonardo Tavares, designado pelo presidente do tribunal, desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho.

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