Polícia

Em meio a guerra entre facções, PM é preso com arsenal em Niterói e expõe crise de confiança na segurança pública

Policial do 15º BPM foi detido ao deixar área de confronto armado no Fonseca; veículo estava crivado de tiros e transportava armas de uso restrito

redacao

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Carro perfurado por tiros é apreendido no Fonseca; dentro dele, PM levava armas e munições em meio a confronto entre facções rivais. Foto: Polícia Militar

Em um momento em que moradores vivem sob tensão constante por causa da disputa violenta entre facções do tráfico, a prisão de um policial militar na madrugada deste sábado (6) no Fonseca, em Niterói, escancara uma crise de confiança na segurança pública. O agente, lotado no 15º BPM (Duque de Caxias), foi detido ao tentar deixar a comunidade da Palmeira em um carro crivado de tiros, enquanto criminosos do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP) travavam confronto pelo controle da região.

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A abordagem foi feita por policiais do 12º BPM (Niterói), que patrulhavam a área justamente por causa da guerra entre as facções. Dentro do veículo, um Hyundai Creta, os agentes encontraram um arsenal de grande poder de fogo, material incompatível com qualquer atuação regular de um servidor público.

  • 1 fuzil calibre 7,62

  • 2 carregadores de fuzil

  • 33 munições calibre 7,62

  • 1 pistola 9mm

  • 2 carregadores de pistola

  • 27 munições

  • R$ 2.800 em espécie

  • 2 celulares

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O PM foi levado para a 78ª DP (Fonseca) e autuado por porte ilegal de arma, sendo posteriormente transferido para a Unidade Prisional da Polícia Militar.

O caso é ainda mais grave por ocorrer no exato cenário em que a polícia deveria reforçar a proteção à população, já acuada pela escalada de violência. Na mesma noite, criminosos do TCP lançaram ataques simultâneos contra rivais na Nova Brasília, na Engenhoca, e em comunidades do complexo do Santo Cristo, também no Fonseca.

Em nota, a corporação afirmou não tolerar desvios de conduta e garantiu que tomará medidas firmes caso as investigações comprovem o envolvimento do policial com atividades ilícitas.

A Polícia Civil investiga a origem das armas, o destino do material e a possível participação do policial no conflito.

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