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Polícia do RJ investiga possível ligação do rapper Oruam com líderes do Comando Vermelho

Filho de Marcinho VP, o artista aparece em fotos com chefes do tráfico durante eventos no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo

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A Polícia Civil afirmou que o caso está em fase inicial de apuração, mas que a análise das imagens será incorporada a um inquérito

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga supostas conexões do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, com integrantes do alto escalão do Comando Vermelho (CV), uma das principais facções criminosas do país. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles, com base em imagens inéditas que circulam entre investigadores.

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Segundo fontes ligadas à apuração, o artista — que é filho de Marcinho VP, apontado como um dos fundadores e líderes históricos do CV — aparece em fotos ao lado de nomes influentes da facção durante eventos realizados no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

Em uma das imagens analisadas pela polícia, Oruam aparece ao lado de Antônio Hilário Ferreira, o Rabicó, tido como o atual chefe do tráfico na região. Também são identificados na fotografia Rafael Teixeira Guimarães, o Funil, considerado o braço direito de Rabicó e com extensa ficha criminal, e Thales Gabriel de Azevedo, conhecido como Piu, apontado como o maior ladrão de veículos do estado, de acordo com os investigadores.

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A presença do rapper em eventos onde estavam criminosos procurados levanta suspeitas sobre aproximação com figuras do crime organizado e reacende discussões sobre os limites entre representação artística e apologia ao crime, especialmente em gêneros musicais como o rap e o funk.

Oruam é um dos nomes em ascensão no cenário do rap nacional. Ganhou notoriedade com músicas que retratam a realidade das periferias e a violência urbana, muitas vezes misturando elementos autobiográficos. Apesar de nunca ter sido formalmente associado ao tráfico de drogas, o histórico familiar e a circulação nas comunidades comandadas pelo CV têm chamado a atenção das autoridades.

O artista ainda não se pronunciou oficialmente sobre o conteúdo das imagens ou sobre a investigação.

A Polícia Civil afirmou que o caso está em fase inicial de apuração, mas que a análise das imagens será incorporada a um inquérito que já acompanha a movimentação de facções no estado. O objetivo é verificar se há vínculo efetivo entre o artista e ações criminosas, ou se a presença dele nos eventos foi meramente circunstancial.

Segundo investigadores, o fato de Oruam ser filho de um dos fundadores do Comando Vermelho não configura crime, mas pode indicar um canal de influência ou aproximação com figuras de destaque da organização.

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