Política
Lula leva ao TSE guerra da comida nas redes: até o preço virou cabo eleitoral
Campanha do presidente aponta suposta ação coordenada em vídeos sobre alimentos e questiona semelhanças entre roteiros, imagens e publicações.

A disputa pelo voto em 2026 ganhou um ingrediente que ninguém consegue ignorar: o preço da comida. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma ofensiva no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o que considera uma possível divulgação coordenada de vídeos sobre o custo dos alimentos.
O levantamento analisado pela equipe de Lula reúne mais de 20 influenciadores. Segundo a campanha, algumas publicações apresentam semelhanças em roteiros, cenários, gestos, objetos e até na forma de conduzir as falas.
As informações foram divulgadas pelo UOL.
Campanha aponta padrão entre publicações
De acordo com a auditoria contratada pelo PT, um mesmo modelo de roteiro teria aparecido em sete publicações de seis contas diferentes.
A análise também identificou casos em que imagens aparentemente iguais foram utilizadas por vários perfis. Um dos exemplos envolve uma fotografia de contrafilé que teria aparecido em 33 contas, mantendo o mesmo código de barras visível na embalagem.
Em 25 de junho, segundo o levantamento, três perfis publicaram a mesma imagem em um intervalo de pouco mais de seis minutos.
Benefícios também entraram na análise
Outro ponto destacado pela campanha são possíveis vantagens recebidas por alguns criadores de conteúdo após as publicações.
O levantamento cita nove casos nos quais os próprios autores teriam mencionado algum tipo de benefício. Entre eles estão aumento de seguidores, acesso a pessoas, reconhecimento público, doações e melhorias em imóveis.
Influenciadora relata ajuda para reformar casa
Um dos casos envolve uma influenciadora do Rio Grande do Norte. Segundo o material analisado pelo PT, ela teria relatado ter recebido uma televisão, ajuda para reformar o banheiro e melhorias na cozinha depois de publicar conteúdos sobre a situação econômica do país.
A campanha também relaciona parte das publicações a ações de integrantes do Partido Liberal (PL).
O documento, porém, apresenta suspeitas e elementos que ainda precisam ser analisados pela Justiça Eleitoral. A existência de semelhanças entre publicações, por si só, não comprova uma irregularidade.
O que pode acontecer agora?
A intenção da campanha de Lula é levar o levantamento ao TSE, para que a Corte avalie os indícios apresentados e determine se há necessidade de investigação.
O episódio mostra como o custo de vida se transformou em uma das principais armas da disputa política nas redes. E, aparentemente, o contrafilé já descobriu que também pode virar personagem de eleição.
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