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Perícia da PF conclui que Jair Bolsonaro precisa de cirurgia eletiva

Laudo médico aponta piora progressiva do quadro, mas descarta necessidade de cirurgia de urgência

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Jair Bolsonaro durante deslocamento oficial; laudo da Polícia Federal aponta necessidade de cirurgia eletiva para correção de hérnia inguinal. Foto: Agência Brasil

A perícia médica realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é portador de hérnia inguinal bilateral e necessita de reparo cirúrgico em caráter eletivo, ou seja, sem urgência ou emergência imediata.

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O resultado consta em laudo assinado por junta médica pericial e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da execução penal do ex-presidente. Atualmente, Bolsonaro cumpre pena em uma sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal.

“Diante do exposto, essa Junta Médica pericial conclui que o periciado Jair Messias Bolsonaro é portador de hérnia inguinal bilateral que necessita reparo cirúrgico em caráter eletivo”, diz o documento.

De acordo com os peritos, houve uma piora progressiva do quadro clínico, possivelmente relacionada ao aumento da pressão intra-abdominal, decorrente de soluços frequentes e tosse crônica, que vêm sendo relatados pelo ex-presidente.

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O histórico médico analisado aponta que, em agosto de 2025, exames de imagem não indicavam alterações herniárias. Já em novembro e dezembro de 2025, relatórios clínicos passaram a descrever a presença de hérnia inguinal, inicialmente unilateral. A confirmação de hérnia inguinal bilateral ocorreu após ultrassonografia realizada em 14 de dezembro, aliada ao exame físico feito pela perícia.

Apesar do diagnóstico, o laudo médico destaca que não há indicação de cirurgia em caráter de urgência ou emergência.

“Não há descrição de encarceramento ou estrangulamento da(s) hérnia(s) em nenhum momento”, aponta o relatório, afastando risco imediato à saúde.

A hérnia ocorre quando um tecido se projeta para fora de sua posição normal devido a uma abertura ou fragilidade na musculatura da região abdominal.

Além da hérnia, os peritos analisaram o quadro de soluços persistentes, uma das principais queixas de Bolsonaro. Segundo a junta médica, o bloqueio do nervo frênico é tecnicamente indicado e deve ser realizado o quanto antes.

O documento destaca que os soluços têm prejudicado o sono e a alimentação do ex-presidente e podem contribuir para o agravamento da hérnia, devido ao aumento recorrente da pressão abdominal.

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Em manifestação enviada ao STF, a defesa de Bolsonaro afirmou que houve evolução objetiva do quadro clínico, respaldada por exames recentes e novo relatório médico.

Segundo os advogados, os sintomas de dor e desconforto inguinal se intensificaram em razão das crises de soluço, o que exigiria acompanhamento médico contínuo e intervenção adequada, conforme avaliação técnica.

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