Política

Alexandre de Moraes cobra explicações sobre visita fora do horário a Anderson Torres na Papuda

STF determina que PM do DF esclareça, em 48 horas, entrada de familiares em horário não autorizado no presídio

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O ministro Alexandre de Moraes durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal preste esclarecimentos, no prazo de 48 horas, sobre a realização de uma visita fora do horário autorizado ao ex-ministro Anderson Torres, atualmente custodiado na Papudinha, unidade vinculada ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

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A decisão foi assinada em 20 de fevereiro, após relatório do 19º BPM registrar a ocorrência de uma visita no dia 11 de fevereiro de 2026 em horário divergente do que havia sido previamente autorizado pelo Supremo.

Em despacho anterior, de 29 de janeiro, Moraes havia autorizado a alteração dos dias de visita para quartas-feiras e sábados, estabelecendo três turnos fixos: das 8h às 10h, das 11h às 13h e das 14h às 16h.

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Segundo o relatório encaminhado pela Polícia Militar do Distrito Federal, a visita teria ocorrido das 17h às 19h — período fora da faixa autorizada pela decisão judicial. Diante da inconsistência, o ministro determinou a expedição de ofício ao comando do batalhão responsável pela custódia para que esclareça o ocorrido.

De acordo com informações da corporação, a visita fora do horário teria sido feita pelo pai e pela irmã de Anderson Torres, identificados como João Torres Filho e Patrícia Gisele Torres.

O STF busca apurar se houve descumprimento da determinação judicial ou falha administrativa no controle de horários da unidade prisional.

Ex-ministro da Justiça no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres foi condenado a 24 anos de prisão na ação relacionada à tentativa de golpe de Estado.

Atualmente, ele exerce atividades laborais no sistema penitenciário, inscreveu-se em cursos técnicos e realiza leitura de livros com possibilidade de remição de pena, conforme previsto na legislação brasileira.

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