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Governo prevê financiar 3 milhões de moradias do Minha Casa, Minha Vida até 2026

Ministro Jader Filho afirma que não faltarão recursos e anuncia atualização das faixas de renda do programa no início de 2026

redacao

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Ministro das Cidades, Jader Filho, durante encontro com jornalistas em Brasília, onde detalhou metas e projeções do Minha Casa, Minha Vida. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou nesta segunda-feira (8) que o governo federal pretende financiar 3 milhões de moradias pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV) até o fim de 2026. Durante café da manhã com jornalistas, ele assegurou que não faltarão recursos para sustentar o ritmo de contratações do programa habitacional.

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Segundo o ministro, o MCMV deve fechar 2025 com cerca de 2 milhões de unidades financiadas desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 2026, a previsão é contratar mais 1 milhão de moradias, sustentada por um cenário de disponibilidade financeira e aquecimento do setor da construção civil.

“Temos hoje a segurança para dar ao mercado de que não haverá falta de recurso no Minha Casa, Minha Vida. As pessoas podem contratar, as empresas podem acreditar no programa que não terá nenhum tipo de soluço”, afirmou Jader.

Jader informou que o setor habitacional conta com R$ 144,5 bilhões do FGTS destinados a 2026, dos quais R$ 125 bilhões devem ser aplicados diretamente em habitação popular. Além disso, há R$ 5,5 bilhões do Orçamento — ainda em análise no Congresso — para subsidiar a Faixa 1 urbana, e R$ 17 bilhões do fundo da Caixa Econômica Federal voltados ao custeio de subsídios.

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O ministro também anunciou que as faixas de renda do programa serão atualizadas no início de 2026. A Faixa 1, atualmente limitada a famílias com renda de até R$ 2.850, deve passar a contemplar quem ganha cerca de dois salários mínimos.

A revisão, segundo ele, acompanha a evolução do mercado de trabalho e visa ampliar o alcance do MCMV para famílias que não conseguem acessar financiamento habitacional tradicional.

Jader destacou o forte desempenho do programa em 2024. Somente em novembro, foram registrados 80 mil novos financiamentos, superando a média mensal de 60 mil observada até outubro. Aproximadamente um terço das contratações tem sido destinada à Faixa 1.

O ministro afirmou que o setor de construção civil tem impulsionado o PIB, e atribuiu parte desse movimento à expansão do Minha Casa, Minha Vida. Em São Paulo, destacou, 67% dos lançamentos imobiliários estão ligados ao programa.

A meta do governo é manter 80 mil contratações mensais até o fim de 2026, o que deve sustentar o emprego no setor e ampliar a oferta de imóveis. Para a classe média, o MCMV deve ampliar a oferta de unidades, com meta de alcançar 10 mil contratações até 2026, ante as 6 mil atuais.

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Mesmo com as restrições do período eleitoral, Jader garantiu que o cronograma de entregas será mantido. A expectativa é que 60% das unidades previstas para 2026 sejam concluídas no primeiro semestre.

Em 2025, o governo deve registrar o maior volume de entregas da atual gestão, com previsão de 40 mil moradias. A meta é entregar ao menos 2 mil unidades até o fim de 2025 em diferentes regiões do país. O Ministério das Cidades informou que o prazo médio entre contratação e entrega tem variado de 18 a 22 meses.

O ministro confirmou ainda que deixará o cargo até março de 2026 para disputar uma vaga de deputado federal pelo Pará, e afirmou que a equipe está preparada para garantir a continuidade das ações durante o período eleitoral.

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