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Violência contra a mulher em São Gonçalo: mais de 7 mil casos em 2025

Hospital Estadual Alberto Torres realiza evento no Dia Internacional da Mulher com autoridades e promove ações de acolhimento e autonomia econômica.

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Autoridades e público participam de evento no Hospital Estadual Alberto Torres, reforçando políticas de proteção às mulheres em São Gonçalo.

Em 2025, mais de 7 mil mulheres vítimas de violência procuraram atendimento em São Gonçalo, segundo dados de órgãos públicos da cidade. O número revela a dimensão do problema e reforça a importância de ações integradas de acolhimento e proteção.

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Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT) realiza nesta quarta-feira (11), às 9h, um evento em sua área de convivência. A iniciativa reunirá autoridades como a secretária estadual de Saúde, Claudia Mello; a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM-SG), Ana Carla Nepomuceno; a presidente da OAB-SG, Andreia da Silva Pereira; e a subsecretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Ana Cristina Silva.

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Além da mesa de debates, o evento contará com a Feira da Mulher Empreendedora, promovendo a exposição e venda de produtos de artesãs locais, com foco na autonomia econômica. Também estão previstas atividades como Oficina de Artes, aulão de ginástica e Espaço Bem-Estar, com serviços de saúde e beleza.

Somente no HEAT, 197 mulheres vítimas de violência grave foram atendidas no setor de emergência e no centro de trauma. Elas apresentavam ferimentos provocados por espancamento, armas de fogo, facas ou queimaduras.

A Sala Lilás, vinculada à Polícia Técnica, registrou 1.142 atendimentos de violência sexual, física, psicológica, moral e patrimonial. Já o Centro Especializado de Orientação à Mulher (CEOM), em Neves, contabilizou 3.360 atendimentos ao longo do ano passado, quase três vezes mais que a Sala Lilás.

Na DEAM-SG, foram registradas 2.367 ocorrências envolvendo violência contra a mulher, mostrando o aumento da busca por medidas protetivas e ações policiais.

Especialistas afirmam que a violência contra a mulher é multifacetada e exige respostas integradas, envolvendo saúde, segurança pública e assistência social. “Não se trata apenas de violência física. Ela é social, psicológica e econômica. Por isso, precisamos fortalecer redes de proteção e ampliar o acesso a serviços especializados”, afirma a delegada Ana Carla Nepomuceno.

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O evento no HEAT reforça a importância da conscientização e do acolhimento, além de estimular a autonomia das mulheres através de ações culturais, esportivas e de empreendedorismo. A iniciativa destaca o compromisso do município e do Estado em enfrentar a violência de gênero e promover espaços de proteção e valorização da mulher.

Com mais de 7 mil atendimentos registrados em 2025, São Gonçalo reforça a necessidade de políticas públicas permanentes e de uma rede de apoio que garanta segurança, dignidade e oportunidades para todas as mulheres.

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