Polícia

Cláudio Castro diz que apenas policiais foram vítimas da operação que deixou mais de 100 mortos no Rio

Governador do Rio afirmou que “as únicas vítimas” da ação foram os quatro policiais mortos; Defensoria Pública e OAB apontam mais de 130 mortos em confrontos na Penha e no Alemão.

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Governador Cláudio Castro durante coletiva no Palácio Guanabara, após megaoperação que deixou mais de 130 mortos no Rio — Foto: Agência O Informativo

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, declarou nesta quarta-feira (29) que as únicas vítimas da megaoperação nas comunidades da Penha e do Alemão foram os quatro policiais mortos durante os confrontos.

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A afirmação foi feita em coletiva de imprensa no Palácio Guanabara, pouco depois de a Defensoria Pública do Estado informar que o total de mortos na ação contra o Comando Vermelho (CV) já chega a 132 pessoas.

“Aquelas foram as verdadeiras quatro vítimas. De vítimas, ontem, só tivemos os quatro policiais”, afirmou o governador.

A operação, classificada como a mais letal da história do estado, mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, além de blindados e helicópteros. Segundo o governo estadual, o objetivo era cumprir mandados judiciais e conter a expansão do CV por áreas dominadas por facções rivais.

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Na madrugada e manhã desta quarta-feira, moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, levaram mais de 70 corpos para a Praça São Lucas, após os intensos tiroteios que se concentraram na região da Vacaria, área de mata na Serra da Misericórdia.

Mais cedo, o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, disse à TV Globo que os corpos levados por moradores ainda não constavam no balanço oficial. “Os números ainda estão sendo atualizados”, afirmou.

O governo Cláudio Castro também defendeu o “sucesso da operação”, destacando que as forças de segurança avançaram sobre territórios dominados pelo crime organizado. Durante a ofensiva, traficantes usaram drones com explosivos, demonstrando, segundo o governador, “o alto poder bélico” das facções criminosas.

Enquanto isso, a Comissão de Direitos Humanos da OAB e a Defensoria Pública acompanham a retirada dos corpos na Penha e investigam possíveis arbitrariedades cometidas durante a ação.

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