Polícia

Daniel Vorcaro é preso novamente pela PF em investigação bilionária

Dono do Banco Master é alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e corrupção com bloqueio de até R$ 22 bilhões.

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Daniel Vorcaro foi preso em casa, no Jardim Europa, durante ação da Polícia Federal autorizada pelo STF. Foto: Banco Master

A nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, intensificou a crise envolvendo a instituição financeira e colocou novamente o empresário no centro de uma investigação bilionária. Ele foi detido nesta quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

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A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu recentemente a relatoria do caso. Segundo os investigadores, a operação apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos e manipulação de mercado.

De acordo com a PF, o esquema envolveria a venda de títulos de crédito supostamente falsos pelo Banco Master. O nome “Compliance Zero” faz referência à alegada ausência de mecanismos eficazes de controle interno para prevenir crimes financeiros e de gestão fraudulenta.

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A prisão ocorreu na residência de Vorcaro, no bairro Jardim Europa, área nobre da capital paulista. Havia mandado de prisão preventiva em aberto, e o empresário foi levado à Superintendência da PF em São Paulo.

Além de Vorcaro, o cunhado dele, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão preventiva, mas ainda não havia sido localizado até a última atualização. A defesa informou que ele está em São Paulo e pretende se apresentar às autoridades.

A decisão judicial também determinou o cumprimento de outros dois mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. As investigações contam com o apoio do Banco Central do Brasil.

Entre as medidas cautelares impostas estão o afastamento de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. O objetivo é interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar valores que possam ter relação com as práticas ilícitas apuradas.

Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que partiria do Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Na ocasião, a PF sustentou que havia risco concreto de fuga do país.

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Agora, a nova prisão ocorre em meio a um cenário político sensível. O banqueiro era aguardado para depor na CPI do Crime Organizado, em Brasília. No entanto, havia sinalizado que compareceria apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Na terça-feira (3), o ministro André Mendonça decidiu que o comparecimento de Vorcaro à CPI seria facultativo.

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