Polícia

Estupro coletivo em Copacabana: subsecretário é exonerado após filho virar réu

José Carlos Simonin deixa cargo na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do RJ após avanço do processo que tornou quatro acusados réus.

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Exoneração foi confirmada pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do RJ na tarde desta terça-feira. Foto: Reprodução

O caso de estupro coletivo em Copacabana, na Zona Sul do Rio, ganhou novo desdobramento nesta terça-feira (3) com a exoneração de José Carlos Simonin, então subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro. Ele é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos quatro acusados que se tornaram réus no processo.

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A exoneração foi confirmada pela própria pasta, que informou que a medida foi adotada no âmbito administrativo para “resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados”.

Também nesta terça-feira, dois envolvidos se apresentaram à polícia acompanhados de advogados e tiveram a prisão efetivada: Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho. Permanecem foragidos Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, e Vitor Hugo.

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Os quatro maiores de idade denunciados pelo Ministério Público já são réus no processo. Eles recorreram para tentar suspender as prisões, mas o desembargador Luiz Noronha Dantas negou o pedido de habeas corpus.

O crime teria ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, pertencente a um familiar de um dos indiciados. Caso condenados, os réus podem cumprir pena de até 20 anos de reclusão, conforme prevê o Código Penal para o crime de estupro.

O caso teve ainda outro desdobramento com o surgimento de uma nova denúncia. Uma segunda jovem procurou a polícia e relatou ter sido vítima de pelo menos três dos envolvidos no estupro coletivo.

Segundo a Polícia Civil, ela decidiu registrar ocorrência após o delegado Angelo Lages solicitar que possíveis vítimas se apresentassem. A jovem afirmou ter sido atacada há três anos, quando tinha 14 anos.

De acordo com o relato, a dinâmica descrita é semelhante à do caso mais recente. Ela contou que mantinha um relacionamento com o menor investigado e que foi convidada a ir ao apartamento de Mattheus, que à época também era menor de idade. A adolescente disse que foi levada de carro por aplicativo até o imóvel, onde teria sido coagida a entrar e forçada a manter relações sexuais com três rapazes.

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As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil.

Em nota oficial, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos informou que a exoneração de José Carlos Simonin foi adotada como medida administrativa, destacando o compromisso institucional com a dignidade humana e a preservação da vida.

A pasta reforçou que as investigações estão sob responsabilidade das autoridades competentes.

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