Polícia

Ex-comandante em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí é o novo secretário da PM no RJ

Oficial comandou o 4º CPA por quatro anos e assume o cargo após saída do coronel Marcelo de Menezes, que pretende disputar vaga na Alerj.

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Coronel Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra foi escolhido como novo secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

O coronel Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra foi escolhido como o novo secretário da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (20), após discussões internas sobre a escolha de um oficial que não estivesse ligado a grupos internos da corporação ou a articulações políticas externas.

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Guerra é conhecido por ter comandado, durante quatro anos, o 4º Comando de Policiamento de Área, responsável por coordenar batalhões estratégicos da Região Metropolitana, incluindo o 12º BPM (Niterói), o 7º BPM (São Gonçalo) e o 35º BPM (Itaboraí).

Após deixar o comando do 4º CPA, ele assumiu o cargo de subsecretário de Comando e Controle da Polícia Militar, função que ocupava até ser escolhido para liderar a secretaria da corporação.
Resultados no comando do policiamento regional
Durante sua gestão à frente do 4º CPA, a área alcançou três vezes o primeiro lugar no ranking de metas estabelecido pelo Instituto de Segurança Pública.

Segundo os dados do instituto, os resultados refletiram a redução de índices de criminalidade e o aumento da produtividade policial nos municípios atendidos pelo comando, especialmente em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.

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Guerra assume o cargo anteriormente ocupado pelo coronel Marcelo de Menezes, que deixou a função para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

A sucessão gerou debates políticos dentro da base do governo, principalmente após a tentativa do então secretário de indicar sua sucessora para o cargo.

Parlamentares da base governista ligados à área da segurança pública resistiram à possibilidade de continuidade de um nome indicado diretamente por Menezes.

O argumento apresentado foi de que a Polícia Militar possui mais de 50 mil policiais, e que a permanência de um nome ligado ao ex-secretário poderia manter influência política sobre um grande contingente da corporação, o que poderia impactar disputas eleitorais futuras.

A indicação defendida por Menezes era da coronel Gabryela Dantas, que atuava como chefe de gabinete da secretaria.

Gabryela já ocupou diversas funções dentro da corporação, incluindo o comando do 23º BPM (Leblon), além de ter sido assessora jurídica da Polícia Militar e diretora-geral de Odontologia da instituição.

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Ela também atuou como porta-voz da PM e foi exonerada em 2020 pelo então governador interino Cláudio Castro, após a divulgação de um vídeo nas redes sociais da corporação criticando um repórter dos jornais O Globo e Extra.

 

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