Polícia

Foragido condenado por torturar crianças, incluindo uma autista, é preso na Região dos Lagos

Crimes ocorreram por anos e envolveram violência física e psicológica contra três menores sob guarda do acusado

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Policiais prenderam em Araruama foragido condenado por tortura contra crianças em Campinas, São Paulo. Foto: Divulgação

Um homem condenado por torturar sistematicamente três crianças, entre elas uma criança diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA), foi preso nesta quarta-feira (4) em Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O acusado estava foragido da Justiça de São Paulo e foi localizado após uma ação integrada entre setores de inteligência das polícias dos dois estados.

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Segundo a investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, os crimes ocorreram ao longo de vários anos, quando as vítimas estavam sob a guarda do agressor. De acordo com o processo, as crianças eram submetidas a um ambiente contínuo de violência doméstica, marcado por agressões físicas frequentes, castigos desproporcionais, ameaças, xingamentos e humilhações, práticas usadas pelo acusado como uma suposta forma de disciplina.

As apurações apontam que a situação era ainda mais grave no caso do filho mais novo, diagnosticado com autismo, o que aumentava sua vulnerabilidade física e emocional. Mesmo assim, a criança também foi alvo das agressões, sofrendo danos psicológicos profundos.

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As provas reunidas no processo incluem relatos firmes das vítimas, registros de lesões corporais e gravações de áudio, que, segundo o Ministério Público, demonstram que o ambiente familiar era dominado por medo, intimidação e sofrimento constante. A Justiça reconheceu que as condutas configuraram tortura reiterada contra crianças, crime previsto na legislação brasileira.

Após ser localizado no bairro Fazendinha, o homem foi conduzido à 118ª Delegacia de Polícia (Araruama), onde foi confirmado um mandado de prisão definitiva, expedido pela 6ª Vara Criminal de Campinas. Ele foi condenado por tortura, com pena remanescente de 7 anos, 5 meses e 18 dias, a ser cumprida em regime fechado.

Após os trâmites legais, o preso foi encaminhado ao sistema prisional do Rio de Janeiro, onde permanecerá custodiado à disposição do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O caso reforça o alerta de autoridades e especialistas sobre a importância da denúncia de crimes contra crianças e adolescentes, especialmente quando envolvem pessoas em situação de maior vulnerabilidade, como crianças com deficiência.

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