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Polícia aponta dinheiro como motivação para assassinato de mestre de capoeira em Niterói

Investigação aponta que crime contra Paulinho Sabiá foi motivado por interesses financeiros e contou com informações repassadas pela própria irmã.

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Irmã mandou matar mestre de capoeira por dinheiro em Niterói

A prisão de Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda, nesta quarta-feira (8), revelou o que pode estar por trás do assassinato do mestre de capoeira Paulo Cesar da Silva Souza, executado no bairro de Icaraí.

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De acordo com a investigação da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, o crime teria sido motivado por interesses financeiros. A vítima costumava guardar quantias em dinheiro em espécie, o que pode ter despertado a cobiça dos envolvidos.

Adriana, que é irmã da vítima, foi localizada e presa no bairro do Badu, na Região Oceânica de Niterói.

Segundo os investigadores, os criminosos tinham informações privilegiadas sobre os hábitos e deslocamentos de Paulinho Sabiá.

A suspeita é de que essas informações tenham sido repassadas pela própria irmã. A análise do celular de Juan Nunes dos Santos, preso no último sábado (4), revelou conversas frequentes com Adriana pouco antes do crime.

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Juan era o responsável por pilotar a motocicleta utilizada na execução e acabou confessando participação no assassinato.

As investigações também revelaram que os criminosos tentaram matar o mestre de capoeira dois dias antes, mas a ação não foi concluída por causa de uma falha na arma utilizada.

No dia 18 de fevereiro, a execução finalmente aconteceu. Dois homens em uma motocicleta se aproximaram da vítima e efetuaram os disparos, enquanto uma terceira pessoa ajudava a monitorar os passos do capoeirista.

Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores é que, um dia após o assassinato, Adriana concedeu entrevistas à imprensa demonstrando surpresa com o ocorrido.

Na ocasião, ela afirmou que não entendia o motivo do crime contra o irmão.

“Ele seria incapaz de fazer qualquer mal. A vida dele era a capoeira”, disse.

Além disso, foi a própria irmã quem realizou a liberação do corpo da vítima no Instituto Médico Legal (IML).

Com base nas provas reunidas, a Justiça expediu mandados de prisão temporária contra os envolvidos no caso.

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A polícia segue investigando o crime para identificar outros possíveis participantes na execução e esclarecer todos os detalhes do assassinato.

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