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Polícia fecha fábrica de gelo usada por traficantes no Jardim Catarina, em São Gonçãlo

Ação da 74ª DP identifica esquema de lavagem de dinheiro e furto de energia em fábrica de gelo e galpão no Jardim Catarina, em São Gonçalo.

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Policiais da 74ª DP inspecionam a fábrica de gelo em funcionamento sem funcionários no Jardim Catarina.

A Polícia Civil desativou, na manhã desta quarta-feira (26), uma fábrica de gelo e um grande galpão utilizados pelo tráfico de drogas para lavagem de dinheiro no Jardim Catarina, em São Gonçalo. A operação fez parte da ação de retirada de barricadas conduzida pela 74ª DP (Alcântara).

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Segundo a corporação, a equipe chegou aos imóveis por volta das 10h, após ordem do delegado titular Marcello Braga Maia. Ambos os estabelecimentos ficavam na Rua Itambacuri, área que, de acordo com investigações, é controlada por lideranças do tráfico local.

Ao entrar no endereço, os agentes encontraram o portão principal aberto. Não havia qualquer funcionário, mas a fábrica de gelo operava normalmente, com cerca de seis máquinas ligadas. Já o galpão, de grande porte e abastecido com várias gôndolas, apresentava características de um empreendimento atacadista.

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Diante da situação, a autoridade policial determinou a presença de peritos e da concessionária de energia. Técnicos da Enel identificaram instalações elétricas clandestinas nos dois imóveis. O consumo estimado da fábrica de gelo, se regularizado, geraria uma conta de aproximadamente R$ 50 mil, sendo que o local sequer possuía medidor.

Os policiais relataram ter observado bandeiras do Fluminense e do Flamengo em postes próximos ao imóvel, um sinal típico da demarcação territorial feita por facções criminosas. Informações de inteligência apontam que os moradores eram obrigados a comprar gelo exclusivamente na fábrica, evidenciando o monopólio imposto por traficantes na região.

As investigações associam o controle da área a dois líderes criminosos — um deles preso e outro apontado como responsável direto pela operação das bocas de fumo e pela implantação de barricadas no bairro.

Após a perícia, o fornecimento clandestino de energia foi interrompido, e todo o material encontrado nos imóveis foi apreendido. Nenhuma pessoa apareceu para assumir a responsabilidade pelos estabelecimentos durante toda a ação policial.

Os agentes retornaram à delegacia para a formalização do procedimento. A Polícia Civil reforçou que a operação integra o esforço permanente de combate ao crime organizado e de garantia da segurança pública no município.

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