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Prisão de MC Poze do Rodo revela esquema bilionário e levanta novas suspeitas

Cantor foi alvo da Operação Narcofluxo, que investiga lavagem de dinheiro superior a R$ 1,6 bilhão e atuação de organização criminosa em diversos estados

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foto:**MC Poze do Rodo foi preso pela Polícia Federal durante operação contra organização criminosa. Foto: Reprodução

A prisão de MC Poze do Rodo nesta quarta-feira (15) colocou novamente o nome do artista no centro de uma investigação de grande escala. A ação da Polícia Federal faz parte da Operação Narcofluxo, que apura um esquema de lavagem de dinheiro estimado em mais de R$ 1,6 bilhão, envolvendo uma organização criminosa com atuação em diversos estados do país.

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Agentes federais estiveram logo no início da manhã na residência do cantor, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.  O endereço chama atenção por ter sido alvo de um assalto recente, ocorrido no mês anterior.

A operação também resultou na prisão do MC Ryan SP, no litoral paulista, ampliando o alcance das investigações.De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava mecanismos sofisticados para ocultar valores ilícitos, incluindo movimentações financeiras de alto volume, transporte de dinheiro em espécie e operações com criptoativos. Ao todo, cerca de 200 agentes cumpriram 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em Santos (SP), além de ordens de sequestro de bens.A prisão de MC Poze do Rodo ocorre em um contexto de investigações mais amplas sobre crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Durante a operação, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem ajudar no aprofundamento das apurações.

A defesa do cantor afirmou que não teve acesso prévio ao teor do mandado de prisão. Em nota, o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves declarou que irá se manifestar na Justiça após analisar os autos, buscando o restabelecimento da liberdade do artista.Esta não é a primeira vez que o funkeiro enfrenta problemas com a Justiça. Em 2023, ele foi preso em uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Na ocasião, as autoridades apontaram suposta ligação com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, além de acusações de apologia ao crime.

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Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes, apresentações do artista ocorreriam em áreas dominadas por facções, com presença de homens armados.Além disso, em 2019, Poze foi detido em flagrante após um show no interior de Mato Grosso, durante uma operação que investigava denúncias de consumo de drogas e presença de menores em uma festa.

 

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