Polícia

Operação no Rio gera 9 mil vídeos e perícia pode levar 3 anos

Imagens de câmeras corporais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro foram enviadas à Polícia Federal após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

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Câmeras corporais usadas por policiais registraram milhares de horas durante operação no Rio.

A Polícia Federal pode levar até três anos para analisar cerca de 4.500 horas de gravações feitas por câmeras corporais de policiais durante a chamada Operação Contenção, realizada no ano passado no Rio de Janeiro. O material reúne aproximadamente 9 mil vídeos registrados por 504 câmeras utilizadas por agentes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

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As imagens foram encaminhadas para análise após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão faz parte do processo conhecido como ADPF das Favelas, ação que discute medidas para reduzir a letalidade policial em operações nas comunidades do estado.

Segundo a Polícia Federal, o volume de material é elevado e exige análise detalhada. Para garantir a autenticidade dos arquivos, os investigadores solicitaram que os vídeos sejam enviados novamente em mídia física e no formato original, permitindo a verificação da integridade das gravações.

A corporação também pediu que a polícia do Rio indique trechos específicos de interesse, o que pode acelerar a perícia. Sem essa triagem prévia, dez peritos criminais federais levariam aproximadamente três anos para concluir a análise preliminar de todo o conteúdo.

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A Operação Contenção foi deflagrada com o objetivo de combater integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. A ação terminou com mais de 120 suspeitos mortos, além da morte de quatro policiais.

O material gravado pelas câmeras corporais agora será fundamental para esclarecer as circunstâncias das operações e subsidiar as investigações conduzidas pelas autoridades federais.

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