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Balança comercial brasileira deve ter superávit em 2026

Projeção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indica saldo positivo de US$ 72,1 bilhões mesmo com incertezas no cenário internacional.

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Navios e contêineres em porto ilustram crescimento da balança comercial brasileira.
Movimentação de contêineres em porto brasileiro, refletindo crescimento da balança comercial do país. Foto: Bruno Henrique

A balança comercial brasileira deve continuar positiva em 2026, mesmo diante das incertezas provocadas por tensões internacionais e possíveis impactos no comércio global. A projeção divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indica um superávit de US$ 72,1 bilhões, resultado que representa crescimento de 5,9% em relação a 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 68,1 bilhões.

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Segundo o governo, a estimativa considera exportações de US$ 364,2 bilhões e importações de US$ 292,1 bilhões ao longo do ano. Mesmo com o cenário internacional instável, a balança comercial brasileira deve se manter próxima do limite inferior da faixa estimada anteriormente pelo governo, que varia entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

O diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior do MDIC, Herlon Brandão, afirmou que as projeções levam em conta fatores como atividade econômica, taxa de câmbio e consumo interno.

Segundo ele, mesmo com conflitos e tensões no cenário global — como a guerra no Oriente Médio — os indicadores analisados até o momento sustentam a previsão para a balança comercial brasileira.

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“Sabemos que o cenário internacional tem desafios, mas, pelas informações disponíveis até agora, os modelos apontam para esse resultado”, afirmou Brandão.

Ele também destacou que o comércio exterior do país tem demonstrado capacidade de adaptação a crises.

“Por mais que haja variações, olhando a direção e o patamar, observamos um comércio exterior relativamente estável e resiliente”, acrescentou.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março, número abaixo das expectativas do mercado financeiro.

No período, as exportações somaram US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 25,2 bilhões.

O desempenho das vendas externas foi impulsionado principalmente pela indústria extrativa, que registrou crescimento de 36,4%, puxado pelo aumento nas exportações de petróleo. Também houve expansão na indústria de transformação, com alta de 5,4%, e na agropecuária, com crescimento de 1,1%.

Já as importações avançaram em todos os segmentos analisados, com destaque para:

  • Bens de consumo: alta de 54,4%
  • Bens de capital: crescimento de 26,5%
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No acumulado do primeiro trimestre, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 14,1 bilhões, superando o resultado do mesmo período de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 9,6 bilhões.

De acordo com o MDIC, fatores como nível de atividade econômica, taxa de câmbio e preços internacionais das commodities continuam influenciando diretamente o desempenho do comércio exterior do país.

As projeções oficiais são atualizadas trimestralmente, e o ministério informou que novas estimativas detalhadas sobre exportações, importações e saldo da balança comercial de 2026 serão divulgadas em julho.

O maior resultado da história recente foi registrado em 2023, quando o Brasil alcançou um superávit recorde de US$ 98,9 bilhões.

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