Brasil
Lula determina que Itamaraty faça translado do corpo de Juliana Marins
Presidente conversou por telefone nesta quinta-feira (26/6) com Manoel Marins, pai da brasileira que morreu na Indonésia

Nesta quinta-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou em contato por telefone com Manoel Marins, pai da jovem Juliana Marins, brasileira de 26 anos que morreu após ficar quatro dias desaparecida na encosta do monte Rinjani, segundo maior vulcão da Indonésia.
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Durante a conversa, Lula prestou solidariedade à família “neste momento de tanta dor” e informou que já determinou ao Ministério das Relações Exteriores que ofereça todo o suporte necessário, incluindo o translado do corpo da jovem para o Brasil.
“Conversei hoje por telefone com Manoel Marins, pai de Juliana Marins, para prestar a minha solidariedade neste momento de tanta dor. Informei a ele que já determinei ao Ministério das Relações Exteriores que preste todo o apoio à família, o que inclui o translado do corpo até o Brasil”, escreveu o presidente nas redes sociais.
A decisão do governo federal ocorre após forte mobilização nas redes sociais e pressão de parlamentares por uma resposta mais concreta diante do drama enfrentado pela família de Juliana.
Antes do anúncio de Lula, o deputado federal Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, designou a deputada Carla Dickson (União Brasil-RN) como relatora de um projeto de lei que prevê a gratuidade do traslado de corpos de brasileiros falecidos no exterior. Barros também criticou a atuação do Itamaraty.
“O mesmo Itamaraty que mandou avião da FAB buscar uma ex-primeira-dama condenada por corrupção no Peru, agora nega ajuda à família de Juliana Marins, brasileira morta na Indonésia, dizendo que o custo para trazer seu corpo é da própria família”, disse o parlamentar.
Segundo informações do Ministério das Relações Exteriores, em casos de falecimento de brasileiros no exterior, as Embaixadas e Consulados prestam apoio com documentação e contatos locais. Contudo, conforme o § 1º do artigo 257 do decreto 9.199/2017, os custos com o traslado dos corpos não podem ser cobertos com recursos públicos — decisão que pode ser revista diante da comoção pública e das medidas recentes.
Na quarta-feira (25), o prefeito de Niterói (RJ), Rodrigo Neves, informou que assumiria o compromisso de custear o traslado do corpo de Juliana, após conversar com Mariana Marins, irmã da jovem. A família é natural da cidade fluminense, onde Juliana será velada e sepultada.
Publicitária de 26 anos, Juliana estava viajando pela Ásia desde fevereiro e fazia trilha no monte Rinjani, que tem 3.726 metros de altura, quando desapareceu. O corpo da jovem foi resgatado na quarta-feira (24) e será levado ainda nesta quinta-feira (26) para Bali, onde passará por autópsia que deve esclarecer a causa e o horário da morte.
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