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Esquema milionário de furto de cabos usava galpão em São Gonçalo para lavar sucata ilegal

Operação Caminhos do Cobre revela estrutura criminosa que escondia e revendia toneladas de material metálico furtado como se fosse legalizado

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Galpão em São Gonçalo era usado para armazenar e revender cabos furtados como sucata legalizada. Foto: Polícia Civil

Um esquema milionário de furto e lavagem de cabos de cobre foi colocado na mira da Polícia Civil nesta terça-feira (3). A investigação revelou que a quadrilha utilizava um galpão em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, como peça-chave para transformar material furtado em sucata aparentemente legalizada.

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A ofensiva faz parte da Operação Caminhos do Cobre, conduzida por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco). Até o momento, um criminoso foi preso e celulares usados pela organização foram apreendidos.

Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava de forma organizada e com alto poder financeiro. Após os furtos, principalmente de cabos pertencentes a concessionárias de serviços públicos, parte do material era escondida em um galpão isolado em área rural, às margens da BR-101, para dificultar fiscalizações e despistar as autoridades.

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Já o galpão localizado em São Gonçalo funcionava como o centro operacional do esquema, onde o cobre e outros componentes metálicos eram armazenados, fracionados e revendidos por meio de uma empresa de reciclagem usada como fachada. A estratégia permitia que o material de origem criminosa entrasse no mercado formal como se fosse sucata regular.

O trabalho de investigação teve início após uma série de denúncias e fiscalizações administrativas, que levantaram suspeitas sobre a movimentação atípica de grandes volumes de material metálico. Com o aprofundamento das apurações, a Polícia Civil representou judicialmente por medidas mais rigorosas.

Nesta fase da operação, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão, além do afastamento do sigilo de dados de endereços ligados aos investigados, à empresa envolvida e aos imóveis usados para ocultar o produto dos furtos.

Além do impacto financeiro, o crime provoca consequências diretas para a população. O furto de cabos compromete serviços essenciais como energia elétrica, telefonia e internet, causando interrupções que afetam milhares de moradores em diferentes regiões do estado.

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A Operação Caminhos do Cobre é considerada uma das maiores ações já realizadas no Rio de Janeiro contra esse tipo de crime. Desde setembro de 2024, a Polícia Civil promoveu mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos, resultando em cerca de 200 prisões e na apreensão de aproximadamente 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos.

O cerco ao esquema também atingiu o lado financeiro da quadrilha. A Polícia Civil solicitou o bloqueio de cerca de R$ 240 milhões, valor que evidencia a dimensão do prejuízo causado ao patrimônio público. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da rede criminosa.

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