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Polícia Civil prende militar por desvio de R$ 11 milhões em licitações do Exército

Esquema criminoso envolvia o Instituto Militar de Engenharia (IME) e utilizava falsidade ideológica para desviar bens do patrimônio público.

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Viatura da Polícia Civil do Rio de Janeiro durante operação de captura de militar na Barra da Tijuca.
A operação da 19ª DP localizou o militar na Barra da Tijuca após cruzamento de dados de inteligência. Foto: Agência O Informativo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da 19ª DP (Tijuca), capturou nesta terça-feira (24) um militar do Exército condenado por liderar um esquema de corrupção que desviou R$ 11 milhões em contratos públicos. A prisão ocorreu na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense, após um intenso trabalho de inteligência e cruzamento de dados. O crime, que remonta aos anos de 2004 e 2005, envolve irregularidades em licitações que movimentaram, ao todo, cerca de R$ 38 milhões.

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As investigações detalharam a existência de uma organização criminosa composta por 15 pessoas. O grupo operava um sofisticado sistema para fraudar concorrências públicas e subtrair bens do Estado. Entre as principais táticas utilizadas pelo grupo, destacam-se:

  • Falsidade Ideológica: Documentos eram forjados para camuflar o destino de verbas públicas.

  • Descarte Fraudulento: Equipamentos de informática em perfeito estado eram declarados como “obsoletos” para justificar o desaparecimento do patrimônio.

  • Fraude em Licitações: Dezenas de processos licitatórios foram manipulados para favorecer o grupo criminoso.

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O esquema tinha como foco principal contratos firmados entre o Instituto Militar de Engenharia (IME) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O militar foi alvo de um mandado de prisão definitiva expedido pela Justiça Militar da União. Ele responderá pelo crime de peculato — que consiste na apropriação de dinheiro ou bens públicos por parte de um funcionário que tem a posse deles em razão do cargo.

A captura encerra um ciclo de monitoramento da Polícia Civil, que localizou o condenado em uma área nobre do Rio de Janeiro após a confirmação de informações estratégicas sobre o seu paradeiro.

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