Polícia
Chefe do MP do RJ pede troca do comando do 39º BPM após prisão de 21 PMs por propina na Baixada
Procurador-geral afirma que unidade está contaminada após prisões na Operação Patrinus, que investiga corrupção envolvendo policiais e milicianos na Baixada Fluminense.

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira, declarou nesta quinta-feira que considera “absolutamente indispensável” o remanejamento dos policiais do 39º BPM, em Belford Roxo, incluindo a substituição do comando da unidade.
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A fala ocorre após a terceira fase da Operação Patrinus, que levou à prisão de mais 10 policiais militares suspeitos de participação em um esquema de cobrança de propina a comerciantes e milicianos na Baixada Fluminense. Somadas às prisões realizadas em julho, a operação já deteve 21 PMs da mesma unidade.
> “Em menos de um mês, foram duas diligências com mais de 20 policiais presos, revelando uma **contaminação daquela unidade policial**. O remanejamento do comando é absolutamente indispensável”, afirmou o procurador-geral.
Segundo o promotor Fábio Corrêa, coordenador do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP), os PMs atuavam de forma organizada e estruturada dentro da unidade, divididos em dois grupos chamados “Alfa” e “Bravo”.
“Havia uma **divisão territoria: um grupo não podia atuar na área do outro. Era uma prática sistêmica e enraizada. Quem entrava no batalhão já sabia da regra do jogo”, explicou Corrêa.
A denúncia aponta que os policiais recebiam pagamentos semanais de comerciantes locais, em troca de segurança armada a estabelecimentos comerciais, tudo isso durante o horário de serviço no batalhão.
Ainda segundo as investigações, o esquema também envolvia acordos com milicianos da região, reforçando o controle territorial e a corrupção generalizada dentro da unidade.
A fala do chefe do Ministério Público pressiona o comando da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, já que o MP não tem competência para ordenar substituições dentro da corporação, mas a declaração pública evidencia o nível de gravidade da situação no 39º BPM.
A expectativa é que, com o avanço da Operação Patrinus, novas fases da investigação tragam à tona outros agentes envolvidos e estruturas paralelas de poder dentro das forças de segurança da Baixada Fluminense.
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