Polícia

Polícia faz operação contra esquema milionário de jogos de azar on-line; influenciadores digitais são alvos

Publicado

em

A Polícia Civil desencadeou nesta quinta-feira (7) a Operação Desfortuna, uma ofensiva de grande escala contra uma organização criminosa altamente estruturada responsável pela promoção ilegal de jogos de azar on-line e pela lavagem de milhões de reais. A ação ocorre simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Receba notícias no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o grupo de notícias do O INFORMATIVO no WhatsApp.

Siga O INFORMATIVO no Instagram CLIQUE AQUI!

No epicentro da investigação estão influenciadores digitais, entre eles Bia Miranda e Buarque, suspeitos de utilizar suas redes sociais — que somam cerca de 20 milhões de seguidores — para atrair vítimas com promessas de lucros fáceis através de plataformas de jogos ilegais, como o popular e controverso “Jogo do Tigrinho”.

De acordo com a Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), que coordena a operação, os suspeitos faziam parte de um esquema com divisão clara de tarefas. Enquanto uns cuidavam da divulgação dos jogos, outros operavam as finanças e gerenciavam empresas de fachada para dar aparência de legalidade ao dinheiro movimentado.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelaram movimentações de cerca de R$ 40 milhões em contas pessoais dos investigados entre os anos de 2022 e 2024 — valores considerados incompatíveis com a renda declarada dos influenciadores. O padrão de vida ostentado nas redes sociais seria, segundo a polícia, sustentado por recursos de origem criminosa.

Leia Também:  Ex-subsecretário e ex-candidato a vice de Niterói é considerado foragido por planejar furto em hotel de luxo

A operação investiga crimes como lavagem de dinheiro, estelionato, publicidade enganosa e crime contra a economia popular. Parte dos influenciadores, ainda segundo as autoridades, lucrava com percentuais sobre as perdas dos jogadores que acessavam os sites através dos links divulgados, transformando seguidores em vítimas diretas do esquema.

As investigações também apuram a ligação entre membros da quadrilha e pessoas com antecedentes ligados ao crime organizado, além do uso de fintechs como meio para dificultar o rastreamento dos valores ilícitos.

Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados

TENDÊNCIA