Política

Câmara discute fim da escala 6×1 por meio de PEC

Presidente da Câmara, Hugo Motta afirma que o governo não enviará projeto de lei com urgência; debate sobre jornada de trabalho seguirá com propostas de emenda à Constituição.

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Presidente da Câmara Hugo Motta comenta debate sobre fim da escala 6x1 no Congresso.
Presidente da Câmara, Hugo Motta, durante reunião de líderes sobre propostas que tratam da jornada de trabalho. Foto: Agência Brasil

O debate sobre o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa um, deve avançar no Congresso Nacional por meio de uma proposta de emenda à Constituição. O presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (7) que o governo federal não enviará mais um projeto de lei em regime de urgência para tratar do tema.

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Segundo Motta, o entendimento foi firmado após reunião de líderes partidários. A discussão sobre o fim da escala 6×1 seguirá agora por meio de propostas que já tramitam na Casa e estão em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ).

“O governo não mais enviará o projeto de lei com urgência, pactuando o entendimento de que vamos analisar a matéria por meio de uma proposta de emenda à Constituição”, disse o presidente da Câmara após encontro com lideranças políticas.

Atualmente, a Constituição brasileira estabelece jornada máxima de oito horas diárias e 44 horas semanais. As propostas discutidas no Congresso tratam da redução desse limite e do fim da escala 6×1.

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A CCJ analisa duas propostas principais:

  • A primeira foi apresentada pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e prevê reduzir a jornada semanal para 36 horas, além de extinguir a escala de seis dias de trabalho para um de descanso. O texto também permite compensação de horas por acordo ou convenção coletiva e determina que a nova regra entre em vigor 360 dias após a publicação.
  • A segunda proposta, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), também estabelece jornada semanal de 36 horas, com possibilidade de compensação de horários. No entanto, prevê uma transição mais longa, com aplicação da nova jornada 10 anos após a aprovação.

A expectativa é que a admissibilidade das propostas seja analisada pela CCJ na próxima semana.

De acordo com Hugo Motta, caso a CCJ aprove a tramitação, será criada uma comissão especial para aprofundar o debate sobre o fim da escala 6×1 e discutir os impactos da redução da jornada de trabalho.

A intenção, segundo ele, é que a comissão especial vote o texto ainda em maio, permitindo que o projeto siga para análise no plenário da Câmara.

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“Queremos dar oportunidade para que todos os setores possam se manifestar sobre essa proposta importante para a classe trabalhadora, pois estamos tratando da redução da jornada sem prejuízo salarial”, afirmou Motta.

Além da discussão sobre o fim da escala 6×1, a Câmara deve analisar nos próximos dias outras propostas relevantes.

Entre elas está o projeto que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativos, que, segundo Motta, pode beneficiar mais de 2 milhões de trabalhadores ao prever direitos como previdência, seguro-saúde e seguro de vida.

Também deve entrar em votação a PEC 383/2017, que prevê destinar 1% da Receita Corrente Líquida da União para financiar o Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A medida busca garantir recursos contínuos para unidades como CRAS e CREAS.

O presidente da Câmara também informou que a Casa deve realizar na próxima semana a eleição de um novo representante no Tribunal de Contas da União (TCU). Motta declarou apoio ao deputado Odair Cunha (PT-MG), conforme acordo político firmado durante a eleição da Mesa Diretora.

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