Polícia

Crime no Horto do Fonseca abala sensação de segurança após assassinato de vigilante

Local conhecido por lazer e tranquilidade em Niterói se torna alvo de medo e desconfiança após investigação apontar que vigilante foi morto dentro do próprio posto de trabalho.

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Horto do Fonseca, em Niterói, local tradicional de lazer, virou cenário de investigação após homicídio de vigilante. Foto: Divulgação

Um lugar tradicionalmente associado ao lazer, caminhadas e contato com a natureza em Niterói passou a ser visto com preocupação por frequentadores e moradores do Fonseca. O Horto do Fonseca, espaço conhecido pela tranquilidade, tornou-se cenário de uma investigação de homicídio após um vigilante ser morto dentro do próprio local de trabalho.

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De acordo com a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, a vítima é Maximiliano Pina Júlio, que trabalhava como vigilante em um posto de serviço nas dependências da PESAGRO-Rio e da EMATER-Rio, área localizada dentro do Horto do Fonseca.

Frequentado diariamente por famílias, idosos, atletas e moradores da região, o Horto do Fonseca sempre foi visto como um dos espaços mais tranquilos da Zona Norte da cidade. A notícia de que um homicídio pode ter ocorrido dentro do próprio local, envolvendo pessoas responsáveis pela segurança, causou surpresa e apreensão.

“A gente sempre vinha aqui para caminhar e relaxar. Saber que um crime desses aconteceu aqui dentro deixa qualquer um assustado”, relatou um morador do bairro que frequenta o espaço regularmente.

Outra frequentadora contou que a sensação de segurança mudou após o caso vir à tona.

“O Horto sempre foi visto como um lugar seguro para trazer a família. Agora fica aquele sentimento de medo e desconfiança, porque se aconteceu com quem trabalhava aqui, imagina com a gente”, disse.

Segurança sob suspeita

Segundo a polícia, as investigações indicam que o crime teria sido cometido por um vigilante e pelo proprietário de uma empresa de segurança privada, que estavam no local aguardando a chegada da vítima para a troca de plantão.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores mostram os suspeitos movimentando um volume semelhante a um corpo para dentro de um veículo, poucos minutos após a chegada de Maximiliano ao posto de trabalho.

Um frequentador que costuma praticar corrida no Horto afirmou que a situação causou indignação entre os moradores.

“É muito revoltante. A gente imagina que quem está ali trabalhando na segurança vai proteger o local, não que possa estar envolvido em um crime”, comentou.

Prisão e suspeito foragido

Um dos investigados, Bruno Cordeiro Gomes de Souza, que também trabalhava como vigilante, foi preso na manhã desta sexta-feira, por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, em Itaboraí.

Já Marcelo São Paio de Figueiredo, apontado como proprietário de uma empresa de segurança privada e suspeito de participação no crime, não foi localizado e é considerado foragido.

De acordo com as investigações, o carro utilizado para retirar o possível corpo do local pertence à empresa ligada a Marcelo.

Corpo da vítima ainda não foi encontrado

Inicialmente, Maximiliano foi considerado desaparecido após sair de casa, no bairro Inoã, em Maricá, para trabalhar no dia 21 de fevereiro. No entanto, a investigação confirmou que ele chegou ao local e assumiu o plantão, enviando mensagens em grupos internos de trabalho.

A motocicleta da vítima foi encontrada abandonada em outra rua do bairro Fonseca, o que, segundo a polícia, pode ter sido uma tentativa de despistar as investigações. Mesmo com a prisão de um dos suspeitos, o corpo de Maximiliano ainda não foi localizado.

A operação foi coordenada pelo delegado Willians Batista e pela delegada Danielle Peres, e as diligências continuam para esclarecer a motivação do crime e localizar o segundo suspeito.

Enquanto isso, frequentadores dizem que o episódio deixou uma marca no local.

“O Horto sempre foi um refúgio para quem mora aqui perto. Agora a gente passa a olhar o lugar com outros olhos”, disse um morador da região.

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