Política
Quaquá convida Silvio Almeida para museu e universidade em Maricá

O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Washington Quaquá, anunciou neste domingo (13) que convidou o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida para colaborar em iniciativas culturais e acadêmicas no município da Região Metropolitana do Rio. A participação está relacionada à criação de um museu voltado à herança africana no Brasil e à estruturação da futura Universidade do Mar.
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Segundo Quaquá, Silvio Almeida em projetos em Maricá poderá contribuir com a coordenação do futuro Museu da Contribuição Africana ao Brasil, também chamado de Museu da Escravidão Negra no Atlântico. O convite foi feito durante um encontro realizado em São Paulo.
Em publicação nas redes sociais, o prefeito descreveu o ex-ministro como “um grande intelectual da negritude e da periferia brasileira”. Também participaram da reunião o arquiteto e empresário Alex Allard e o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Paulo Rodrigues.
O projeto do museu foi anunciado por Quaquá no ano passado durante agenda em Lisboa, em Portugal. A proposta é valorizar a influência africana na formação histórica e cultural do Brasil. Já a Silvio Almeida em projetos em Maricá também inclui colaboração na estruturação da Universidade do Mar (UniMar), projeto anunciado em 2022 em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Apesar do anúncio, a universidade ainda não foi implementada e segue em fase de planejamento.
Denúncia de assédio
A aproximação entre Quaquá e Almeida ocorre enquanto tramita no Supremo Tribunal Federal um processo contra o ex-ministro. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por importunação sexual.
Uma das vítimas citadas na denúncia é a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. As acusações vieram a público em 2024 e levaram à saída de Almeida do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em novembro de 2025, a Polícia Federal indiciou o ex-ministro. A denúncia formal foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República em março deste ano.
Segundo depoimento de Anielle, os episódios teriam começado ainda no período de transição do governo, no fim de 2022, incluindo um caso que teria ocorrido em uma reunião oficial em 2023. A organização Me Too Brasil afirmou ter recebido relatos de outras mulheres com acusações semelhantes.
Silvio Almeida nega as acusações. Ele afirmou que houve uso político das denúncias e criticou o que classificou como linchamento público. O ex-ministro também questionou a forma como foi afastado do cargo, afirmando que não teve oportunidade de apresentar defesa prévia.
Antes mesmo do novo convite, Quaquá já havia saído em defesa de Almeida. O dirigente do PT afirmou que, independentemente da confirmação das denúncias, o ex-ministro mereceria “perdão” e criticou o que chamou de cultura de cancelamento.
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